
ANA CRISTINA VIEIRA
DO REPÓRTERMT
A correria do cotidiano moderno tem provocado debates intensos sobre o papel dos pais na criação e no desenvolvimento dos filhos. Em entrevista, o psicólogo Afro Stefanini destacou que apenas estar presente de forma intensa nos momentos em que se está em casa já não é suficiente. Segundo o especialista, o foco atual da paternidade deve ser o investimento na qualidade do tempo e na estruturação de bases morais e afetivas duradouras.
“Antigamente falava-se muito sobre intensidade do tempo. ‘Ah, quando eu estiver lá, que eu esteja presente.’ Isso é real, mas hoje não basta mais. Não é só quando eu estiver lá que eu esteja presente, porque senão nós vamos ter um déficit da memória, inclusive afetiva“, comentou.
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A construção dessa “memória afetiva positiva” é vital porque ela cumpre o papel de blindar a estabilidade emocional do indivíduo ao longo de toda a sua vida, inclusive em períodos de separação física ou emocional. O psicólogo pontua que este tipo de recordação possui “um significado tão valioso que ela te sustenta nas horas difíceis da sua vida“, agindo inclusive como um pilar de apoio psicológico durante processos complexos como o luto.
“Então este pai precisa investir no banco das emoções com juros de afetividade para que esse banco fique sempre no azul. E no tempo que ele estiver com esse filho, ele não apenas fazer coisas com o filho, mas aproveitar para oferecer as suas forças virtuosas, seus valores, seus pensamentos“, destacou.
Confira o vídeo:
Confira a entrevista na íntegra:
Fonte: Repórter MT





