Gisela Simona assume vice de Pivetta após recuo de Fábio Garcia | Cliquef5

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Foto-Reprodução-Web

Na política, cadeira vazia não costuma esfriar. Poucas horas após o deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) anunciar o recuo de sua candidatura, a suplente de deputada federal Gisela Simona, do mesmo partido, aceitou o convite para compor como vice a chapa do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) nas eleições de 2026.

Acompanhada do marido, Gisela esteve no Palácio Paiaguás. Entrou cotada e saiu confirmada na chapa que tentará manter o grupo governista no comando de Mato Grosso.

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A troca relâmpago foi disparada pelos desdobramentos da Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura um suposto esquema de desvio de cerca de R$ 308 milhões relativo a um acordo entre o Estado e a operadora Oi. Entre as medidas cautelares autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Flávio Dino determinou restrições como a proibição de comunicação entre investigados — o que inviabilizou a permanência de Fábio Garcia na composição majoritária. Com a desistência, Fábio tentará retornar à Câmara dos Deputados.

A dança das cadeiras provocou um “efeito dominó” nas fileiras do União Brasil. O partido precisa agora reorganizar sua nominata para a Câmara Federal, garantindo as cotas de gênero ao incluir uma candidatura feminina e reacomodar a volta de Fábio à disputa proporcional.

Antes da definição por Gisela, nomes como o do ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo e indicações do Podemos — liderado no Estado pelo presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi — chegaram a ser ventilados. Contudo, Pivetta preferiu uma solução caseira no próprio União Brasil.

Cuiabana, advogada especialista em Direito do Consumidor e servidora pública de carreira, Gisela Simona construiu projeção política à frente do Procon-MT por nove anos. Com histórico de disputas para a Prefeitura de Cuiabá e para a Câmara Federal, parte agora para sua quarta eleição, trocando a disputa proporcional pelo segundo cargo mais relevante do Palácio Paiaguás.

  • Deflagração da Operação Heritage pela Polícia Federal: A PF investiga o repasse e a triangulação de R$ 308,1 milhões dos cofres públicos estaduais por meio de acordos e fundos de investimentos privados. As medidas cautelares impostas pelo STF desestabilizaram o núcleo político do governo.

  • Baixa no Primeiro Escalão do Governo: Além do recuo de Fábio Garcia na chapa, os desdobramentos da operação levaram à exoneração do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho Júnior, exigindo a recomposição imediata da pasta pelo governador Otaviano Pivetta.

  • Oficialização de Otaviano Pivetta ao Governo: Pivetta assumiu o Governo de Mato Grosso após a renúncia de Mauro Mendes e consolidou sua pré-candidatura ao Executivo, articulando o apoio de mais de uma centena de prefeitos para a montagem de sua aliança governista.



Fonte: Click F5