Milho tem colheita quase concluída e produção de 57 milhões de toneladas

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Reprodução

Colheita do milho alcançou 99,10% da área cultivada em Mato Grosso até 7 de agosto, segundo levantamento divulgado pelo Imea

A colheita do milho da safra 2025/26 entrou na reta final em Mato Grosso e alcançou 99,10% da área cultivada até 7 de agosto, segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). O avanço semanal foi de 2,33 pontos percentuais e mantém os trabalhos ligeiramente à frente do observado no mesmo período da temporada passada.

Com o avanço das máquinas, cinco das sete regiões acompanhadas pelo instituto já concluíram integralmente os trabalhos: Médio-Norte, Nordeste, Noroeste, Norte e Oeste. As áreas ainda pendentes estão concentradas no Centro-Sul e Sudeste, onde a colheita avançou de forma mais lenta.

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A área de milho cultivada na temporada foi consolidada em 7,43 milhões de hectares. O volume representa crescimento de 2,41% em relação à safra anterior e reforça a dimensão da segunda safra mato-grossense. O Imea estima produtividade média de 128,67 sacas por hectare, resultado que sustenta uma produção projetada em 57,39 milhões de toneladas.

Se confirmada, a produção será 3,53% maior que a registrada no ciclo anterior. O desempenho decorre da combinação entre expansão de área e produtividade elevada, em uma temporada na qual as condições observadas ao longo do desenvolvimento das lavouras permitiram sustentar uma estimativa recorde para o cereal.

O encerramento da colheita também desloca as atenções do setor para o destino do grande volume produzido. A retirada praticamente integral do milho do campo aumenta a importância das etapas de armazenagem, comercialização e escoamento, especialmente em um estado que concentra parcela expressiva da produção nacional.

A reta final ocorre após semanas de forte avanço das operações. Em 31 de julho, o Imea apontava 96,77% da área colhida. Com a evolução registrada até 7 de agosto, restaram apenas 0,90% dos 7,43 milhões de hectares ainda a serem retirados do campo.
A diferença de apenas 0,90% para a conclusão total mostra que a maior parte do cereal já deixou as lavouras e que os próximos levantamentos devem se concentrar nas áreas remanescentes. Com cinco regiões já finalizadas, o fechamento estadual depende agora principalmente do avanço no Centro-Sul e no Sudeste.

A região Sudeste chegou à reta final com o maior volume proporcional ainda pendente entre as áreas remanescentes. Segundo o Imea, parte do atraso está relacionada à semeadura realizada fora da janela considerada ideal, o que também deslocou o calendário da colheita.

Com praticamente toda a produção já colhida, o foco passa para o fechamento definitivo dos números da temporada. O instituto ainda deverá consolidar a produtividade final da safra 2025/26, mas os indicadores disponíveis já apontam um ciclo de grande volume, com expansão da área e rendimento elevado.

A aproximação do encerramento confirma, assim, uma temporada de forte produção para o milho em Mato Grosso. Depois da retirada dos últimos talhões, o desafio deixa de estar no campo e passa cada vez mais para a capacidade de armazenar, negociar e movimentar uma safra estimada em mais de 57 milhões de toneladas.



Fonte:Estadão MT