Carlos Fávaro e Wellington Fagundes cobram apuração e fazem aceno político a Jayme Campos no Senado | Cliquef5

PUBLICIDADE

Foto-Reprodução-Web

O pronunciamento do senador Jayme Campos (União-MT) contra o ex-governador Mauro Mendes (União-MT), realizado nesta quarta-feira no Senado, desdobrou-se em importantes gestos políticos na cena eleitoral de Mato Grosso. Durante o discurso, os senadores Carlos Fávaro (PSD-MT) e Wellington Fagundes (PL-MT) utilizaram seus apartes para defender a continuidade das investigações da Operação Heritage e prestar solidariedade a Jayme, que ficou de fora da disputa ao Governo do Estado após movimentações internas em seu partido.

Fávaro cobra transparência e reconhece trajetória de Jayme

Carlos Fávaro lamentou que Mato Grosso volte ao noticiário nacional devido a denúncias graves. Ele defendeu que o processo respeite o amplo direito de defesa, mas enfatizou a necessidade de apuração rigorosa.

“Defendo o pleno e amplo direito de defesa, mas que nada fique encoberto. O povo mato-grossense não merece passar por mais essa tristeza”, afirmou Fávaro.

Além do aspecto judicial, a fala de Fávaro trouxe um claro componente político. Embora tenha evitado interferir nas decisões do União Brasil, o parlamentar lamentou que Jayme tenha sido inviabilizado como candidato ao Palácio Paiaguás, destacando sua competitividade nas pesquisas e suas realizações históricas, como a expansão do sistema elétrico para o Norte do estado.

Ao encerrar, Fávaro fez o sinal político mais direto:

“Não desista. Mato Grosso precisa muito do senhor e da sua família, e nós estaremos sempre juntos.”

Wellington rebate tese de ‘exploração eleitoral’ e pede agilidade

Pré-candidato ao Governo pelo PL, Wellington Fagundes focou grande parte de sua intervenção nas apurações do chamado Caso Oi — que envolve o acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo do Estado e a operadora de telefonia.

Wellington rebatia argumentos da defesa de Mauro Mendes, que classifica as apurações da Operação Heritage como exploração política de período eleitoral. O senador lembrou que os questionamentos sobre os repasses já haviam sido levados aos órgãos de controle em momentos anteriores.

  • Atuação dos órgãos: Defendeu que a proximidade da eleição não pode paralisar as instituições de controle e investigação.

  • Cobrança por celeridade: Pediu rapidez à Polícia Federal e ao Ministério Público Federal para evitar que a indefinição jurídica contamine o debate político.

  • Limites institucionais: Ressaltou que o papel de julgar cabe exclusivamente ao Poder Judiciário, respeitando o devido processo legal.

Convergência no cenário estadual

Assim como Fávaro, Wellington criticou a exclusão de Jayme da disputa majoritária, afirmando que preferia enfrentá-lo no debate eleitoral para dar mais opções ao eleitorado de Mato Grosso.

Embora Fávaro, Wellington e Jayme permaneçam em projetos e palanques políticos distintos, as manifestações no Plenário marcaram uma convergência em dois pontos centrais:

  1. Apoio ao aprofundamento da Operação Heritage;

  2. Reconhecimento da relevância política de Jayme Campos no tabuleiro estadual.

Nota de contexto: A Operação Heritage investiga a legalidade e as movimentações financeiras relativas ao acordo entre o Estado de Mato Grosso e a empresa Oi. O processo segue em fase de apuração, sem condenação definitiva dos citados.

 

✅ Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp 



Fonte: Click F5