Medeiros sugere freio a operações policiais em ano eleitoral; Wellington e Taques contestam; veja vídeo | Rdnews

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Medeiros, Wellington e Taques

O deputado federal e candidato ao Senado, José Medeiros (PL), questionou a deflagração da Operação Heritage, da Polícia Federal, contra aliados do ex-governador Mauro Mendes (União Brasil), logo após convenção partidária que sacramentou apoio ao governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Ele considerou certa “estranheza” no caso e chegou a dizer que iria apresentar um projeto de lei para frear investidas policiais a seis meses da eleição, caso os alvos sejam candidatos, buscando conter a contaminação nas eleições ou possíveis perseguições. A proposta gerou revolta do senador e candidato ao Governo, Wellington Fagundes (PL) e do candidato ao Senado, Pedro Taques.

Reprodução

 Da esquerda para a direita: o deputado federal e candidato ao Senado, José Medeiros; o senador e candidato ao Governo, Wellington Fagundes; e o candidato ao Senado, Pedro Taques

Em entrevista na tarde de quinta-feira (14), Wellington ressaltou que, mesmo sendo do partido de Medeiros, não poderia concordar com essa proposta, pois poderia abrir margem para a impunidade. No Senado, ele também chegou a cobrar empenho de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre outras possíveis irregularidades que estariam ocorrendo em Mato Grosso.

“Eu não concordo. Aí é um privilégio. Daqui a pouco vai ter gente que vai ser candidato só pra se livrar. Fazer malandragem, roubar, matar. Que loucura é essa? Eu não concordo com essa tese. E não é porque alguém do meu partido pensa diferente que eu vou ter que ficar quieto”, disparou Wellington.

O ex-procurador da República, Pedro Taques, foi o responsável por alardear supostas irregularidades no acordo celebrado entre o estado de Mato Grosso e empresa privada de telefonia, a Oi, envolvendo a restituição de R$ 308 milhões decorrentes de disputa tributária, o que resultou na Operação Heritage. Ele criticou Medeiros e alegou que paralisar operações em ano eleitoral é querer blindar ainda mais a classe política.

“Um projeto para proibir que político não possa sofrer busca e apreensão em época de eleição é o mesmo que chamar o povo de palhaço. Imagina o escândalo da Oi, por exemplo. Esse esquema não poderia ser investigado agora, se esse projeto do Medeiros tivesse sido aprovado”, apontou ele.

A investigação da PF apura indícios de desvio de recursos públicos mediante a utilização de estrutura financeira composta por fundos de investimento em cascata e pessoas jurídicas interpostas, com o objetivo de ocultar e de dissimular a origem, a movimentação e a destinação dos recursos. Taques aponta aliados do ex-governador como beneficiários finais.

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Fonte: RD News