Dívida do estado ganha protagonismo no primeiro bloco do debate em Minas

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Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo e Mateus Simões (PSD) em primeiro debate eleitoral  • Crédito fotos: Júnia Garrido/Band Minas

Os candidatos ao governo de Minas Gerais, Alexandre Kalil (PDT), Cleitinho Azevedo (Republicanos), Flávio Roscoe (PL), Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD), se enfrentaram pela primeira vez em debate promovido pela TV Bandeirantes neste domingo (16).

Patrus Ananias (PT) foi convidado, mas não compareceu ao debate porque esteve em um evento de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. Além disso, o programa estava inicialmente previsto para a semana passada e foi adiado diante das indefinições sobre as candidaturas em Minas.

O programa contará com perguntas temáticas feitas pelos mediadores, confrontos diretos entre os debatedores e rodadas de questionamentos conduzidas por jornalistas.

Confira destaques do 1º bloco

Os candidatos começaram respondendo qual seria a sua prioridade nos primeiros 100 dias, caso assumam o cargo, diante do rombo fiscal, no contexto de restrição de caixa e déficit.

Para Alexandre Kalil (PDT), “o que aconteceu com o Propag foi uma agressão a Minas Gerais. Agressão do Senado Federal, que aprovou por unanimidade um pacote pronto que foi colocado na goela de Minas Gerais, que vai gerar um rombo de 175 bilhões de reais. (…)”. “Nós vamos para Brasília, por isso não estamos pendurados em presidente da república. Esse assunto só veio à tona quando anunciei minha candidatura. Estão fazendo um estado, em cinco anos, absolutamente ingovernável”, completou.

Para Cleitinho Azevedo (Republicanos), é importante o diálogo com o próximo presidente para resolver a questão. “Ter diálogo, independentemente de quem seja o presidente. É ter o diálogo para discutir essa dívida. Tem várias maneiras, tem essa questão de que o governo deu isenção fiscal de quase 26 bilhões. A gente tem que revisar cada contrato de Minas, a gente tem que ver quem sonega. Aquele pequeno produtor tem que ser humilhado para pagar, enquanto os grandes estão sonegando. Cabe a nós ter coragem. Que fique claro que, em 4 anos, vai pagar a dívida; vai estar mentindo.”

Na sequência, Flávio Roscoe (PL) citou que o primeiro passo é levar a bancada de parlamentares para Brasília, pressionando pelos interesses de Minas. “Nos primeiros 90 dias, vamos fazer um “pacotaço”, destravando o estado de MG. Há inúmeras amarras para quem quer empreender nesse estado. Para que o inteiro possa prosperar, aumentando o bolo e aumentando a arrecadação.”

Gabriel Azevedo (MDB) começou explicando que seu primeiro compromisso é equilibrar as contas, fazendo com que o serviço continue operando pelo bem do mineiro. “O meu primeiro compromisso é equilibrar as contas, fazendo com que o serviço que você precisa, a escola, o hospital, a polícia, continuem operando pelo bem do mineiro. Mas o que mais? Criar uma agência independente para medir aonde vai cada centavo do seu dinheiro. A segunda coisa que eu vou fazer é rever os subsídios. E a terceira coisa que eu vou fazer é não deixar roubar”.

Mateus Simões (PSD), o atual governador do estado de Minas Gerais, esclareceu que já pagaram R$ 13 bilhões dessa dívida desde que chegou ao cargo. “Infelizmente, ela era mesmo impagável. Hoje ela está dentro do que o caixa do estado aguenta, mas com muito sofrimento. E é por isso que o próximo passo no próximo mandato do próximo presidente – espero que seja outro para que a gente não seja prejudicado de novo – é dizer que, se ele quer receber, que pelo menos ele gaste em Minas o que ele está recebendo. Porque os 600 milhões de reais que a gente está entregando ao governo não estão voltando a Minas. Queremos que o governo reconheça a colaboração de Minas para a economia nacional. Falta sensibilidade.”

Na sequência, os candidatos abordaram 10 temas, que foram enviados previamente a cada um; são eles:

  1. Acordos políticos;
  2. Dívida do Estado;
  3. Feminicídio;
  4. Hospitais regionais;
  5. Isenções fiscais;
  6. Mineração;
  7. População carcerária;
  8. Privatização da Cemig;
  9. Rodovias estaduais;
  10. Salário do funcionalismo.

Feminicídio

Para dar início à nova rodada, o candidato Mateus Simões (PSD) escolheu Alexandre Kalil (PDT) para abordar o tema feminicídio. Para isso, citou uma entrevista do candidato do PDT em 2022, em que, segundo ele, Kalil citou que o feminicídio era muito complexo e não era problema do estado.

Em resposta, o candidato mencionou: “Faltam 7 mil policiais no efetivo da polícia; é a polícia mais mal paga do país. Quando eu fui prefeito, eu criei a ‘Casa Sempre Viva’, que era de acolhimento da mulher. Pus a polícia feminina. Quem tem que falar de feminicídio é o governo, que há 13 anos está sucateando e liquidando. O senhor liquidou a polícia militar, que precisava de respeito. O que o senhor fez com a polícia militar de MG foi um desrespeito. Estamos falando de um governo que fechou 126 delegacias de mulheres”.

Dívida do Estado

Na sequência, Kalil escolheu o candidato Cleitinho Azevedo (Republicanos) sobre a dívida do Estado. Em sua pergunta, o candidato do PDT relembrou que Cleitinho era do Senado e aprovou o Propag (Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados), o programa federal de renegociação de dívidas que permitiu a Minas Gerais refinanciar um débito de cerca de R$ 179 bilhões com a União por 30 anos.

“Eu li sim, como todos os senadores, mas infelizmente o Propag é um mal necessário. Igual uma quimioterapia para combater um câncer”, citou, resgatando o que disse no começo do debate sobre a importância do diálogo com o futuro presidente. “A gente precisa dialogar com o governo federal, não adianta brigar com o governo federal, não adianta apontar o dedo e ficar brigando. Cabe a quem for governador aqui, no primeiro dia de governo, fazer isso”, acrescentou.

“Aqui em MG a gente tem que acabar com essas isenções. Cabe ao governador rever a receita estadual, quem está sonegando. A gente precisa aumentar a receita do estado e deixar de roubar também”, acrescentou o candidato do Republicanos. “Essa dívida veio e eu não era nem político, e essa dívida agora explodiu. Na reeleição de Zema, em vez dele se preocupar com a dívida do estado, acabou indo fazer campanha presencial. Se Zema tivesse sentado com Lula, isso não teria chegado ao lugar que chegou”, acrescentou em resposta a Kalil.

Privatização da Cemig

Dando continuidade, Cleitinho escolheu o candidato Gabriel Azevedo (MDB) para questionar se o seu oponente era a favor ou contra a privatização da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais).

 

*em atualização

Fonte: Cnn Brasil