
Vítima foi agredida com cano de ferro, baleada, estuprada e depois abandonada desacordada em uma “boca de fumo”; condenado começa a cumprir pena em regime fechado
Breno Júnior de Oliveira Castro foi condenado pelo Tribunal do Júri de Cuiabá a 37 anos e 4 meses de reclusão, além de 8 meses de detenção e 3 meses e 15 dias de prisão simples, por crimes cometidos contra a companheira, Helena Louyse Mendes dos Santos, em contexto de violência doméstica.
O julgamento ocorreu na terça-feira (18). Breno foi condenado por tentativa de feminicídio qualificado, estupro, violência psicológica e vias de fato.
O Conselho de Sentença reconheceu que a tentativa de feminicídio foi praticada com emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena deverá começar a ser cumprida em regime fechado e, conforme a sentença, o condenado não poderá recorrer em liberdade.
Segundo denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), Helena viveu, entre 2023 e 2025, um relacionamento marcado por controle, ameaças, humilhações e agressões. Breno controlava amizades, roupas, estudos, trabalho e deslocamentos da companheira, além de monitorar o celular e as redes sociais dela.
Em um dos episódios de violência, ele chegou a quebrar um aparelho celular contra o rosto da vítima.
A situação se agravou em julho de 2025. Conforme a acusação, Breno levou Helena para uma área de mata, onde a espancou com um cano de ferro e efetuou um disparo de arma de fogo contra ela. Mesmo ferida, a mulher foi levada novamente para casa.
No dia seguinte, segundo a denúncia, Breno obrigou Helena a manter relação sexual. Posteriormente, a vítima, ferida e desacordada, foi abandonada em uma “boca de fumo”.
Helena sobreviveu e foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
O Ministério Público foi representado durante o julgamento pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues.
fonte: lapada lapada




