
A Polícia Civil de Primavera do Leste cumpriu, nesta quarta-feira (19), mais um mandado de prisão preventiva contra um homem de 38 anos investigado por estupro de vulnerável contra uma criança de apenas 3 anos. O suspeito foi localizado na fazenda onde trabalha.
Segundo o delegado Rafael Fossari, responsável pela investigação, o caso chegou à Polícia Civil há cerca de 10 dias, após a mãe da menina perceber sinais de possível violência sexual durante uma consulta odontológica.
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A criança apresentava sangramento nas partes íntimas e, posteriormente, foi submetida a exame de corpo de delito. Conforme relatado pelo delegado, o médico constatou lesões graves na região íntima da vítima.
A menina também passou por escuta especializada com profissional capacitado. Durante o procedimento, segundo a Polícia Civil, a criança apontou o convivente da avó como responsável pelo abuso.
Diante dos elementos reunidos, incluindo a materialidade e os indícios de autoria, a Polícia Civil representou pela prisão preventiva, que foi cumprida nesta quarta-feira.
O suspeito será submetido à audiência de custódia. A investigação permanece em andamento e, de acordo com o delegado, testemunhas ainda serão ouvidas e documentos serão reunidos antes da conclusão do inquérito.
Três prisões em apenas sete dias
O caso chama atenção também pelo número de investigações envolvendo violência sexual contra crianças que avançaram nos últimos dias em Primavera do Leste.
De acordo com Rafael Fossari, a Polícia Civil intensificou, desde o início de agosto, as investigações relacionadas a crimes de violência sexual contra crianças e adolescentes.
Somente nos últimos sete dias, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva contra suspeitos de abuso sexual de crianças, envolvendo vítimas com idades entre 3 e 12 anos.
Além das prisões, a operação resultou no cumprimento de dois mandados de busca e apreensão, com celulares e outros materiais recolhidos para análise.
O delegado destacou que as investigações continuam e que a Polícia Civil pretende avançar na identificação e responsabilização de envolvidos em crimes dessa natureza.
“São crimes graves, crimes que mexem com crianças e adolescentes. Nós não podemos deixar que os abusadores fiquem impunes”, afirmou Fossari.
Abusadores podem estar no círculo de convivência das vítimas
O delegado também fez um alerta aos pais e responsáveis. Segundo Fossari, estudos na área de segurança pública indicam que muitos casos de violência sexual contra crianças são praticados por pessoas que fazem parte do círculo próximo da vítima, como familiares, vizinhos ou conhecidos.
Por isso, a orientação é que os responsáveis mantenham atenção não apenas em pessoas desconhecidas, mas também em quem possui acesso e convivência frequente com as crianças. “Cuidar com quem a gente convive, quem a gente coloca dentro da nossa casa e quem a gente deixa conviver com as nossas crianças”, reforçou o delegado.
Defesa afirma que analisará o caso tecnicamente
O advogado Jefferson Lopes, que acompanha a defesa do investigado ao lado do advogado Filipi Bock, afirmou que a situação é preocupante, mas ressaltou que cabe à defesa analisar tecnicamente todos os elementos reunidos durante a investigação.
Segundo ele, a existência de uma prisão preventiva não significa antecipação de uma condenação.
O advogado citou o artigo 312 do Código de Processo Penal, que estabelece os requisitos para a prisão preventiva, e afirmou que a defesa pretende analisar documentos, relatos e demais elementos do procedimento. “Não é interesse da defesa que culpados sejam absolvidos, mas sim que inocentes não sejam culpados sem o devido processo legal”, declarou.
O investigado permanece à disposição da Justiça. As acusações ainda serão apuradas no decorrer do inquérito policial e do eventual processo judicial.
Fonte: Click F5





