Empresária acusada por tráfico terá que usar tornozeleira eletrônica

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Reprodução

Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro teve a prisão preventiva revogada pela Justiça Federal

A advogada e empresária Thatiana Rabelo Mesquita Theodoro, presa pela Polícia Federal no âmbito da Operação Bóreas, terá que usar tornozeleira eletrônica após a Justiça Federal revogar a prisão preventiva. A decisão é do juiz federal André Dias Irigon, da 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Tocantins.

Thatiana foi presa na terça-feira, 25 de agosto, durante a operação que investiga uma organização criminosa suspeita de atuar no tráfico internacional de drogas e armas. Após passar por audiência de custódia, ela foi encaminhada para a cadeia feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.

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Segundo a decisão, Thatiana é apontada como integrante do núcleo financeiro e patrimonial da organização criminosa. Conforme o juiz, ela teria atuado na ocultação de recursos provenientes das atividades ilícitas por meio de diversas contas bancárias, além da aquisição de joias e imóveis para dificultar a identificação da origem dos valores.

Thatiana é sócia-administradora da TRMT Restaurante Ltda., empresa responsável pelo Tatu Bola Bar, na região da Praça Popular, em Cuiabá, e também aparece como sócia de outras empresas.

Na decisão, Irigon afirmou que permanecem elementos que apontam para a participação da empresária nos fatos investigados. No entanto, entendeu que não havia elementos atuais e individualizados que justificassem a manutenção da prisão preventiva.

O magistrado considerou ainda que os mandados de busca e apreensão já foram cumpridos e que a operação foi realizada em relação aos investigados. Segundo ele, com a mudança do cenário, foram reduzidos os riscos de desaparecimento de provas, ajuste de versões ou eventual fuga que justificaram a prisão inicialmente.

A decisão também levou em consideração as condições pessoais da empresária. Ela possui endereço fixo, é mãe de uma criança de 9 anos, aparentemente não possui outras passagens criminais e é advogada regularmente inscrita na OAB e empresária.

Irigon ressaltou que não foram identificados elementos individualizados de violência ou grave ameaça praticados por Thatiana, nem fatos concretos que evidenciassem liderança operacional da organização criminosa, fuga, reiteração criminosa ou descumprimento de medidas judiciais anteriores.

Com a revogação da prisão, Thatiana deverá comparecer imediatamente à Central de Monitoramento para instalação da tornozeleira eletrônica. Ela também deverá comparecer mensalmente em juízo para informar e justificar suas atividades, além de manter atualizados endereço e dados de contato.

A empresária está proibida de manter contato, direta ou indiretamente, com os demais investigados e não poderá deixar o território nacional. Ela deverá entregar os passaportes, e a Polícia Federal foi comunicada para adotar as medidas necessárias para impedir a saída do país e a emissão de novo passaporte.



Fonte:Estadão MT