Janaina descarta pacto com Mauro Mendes e diz focar apenas na própria candidatura ao Senado | Cliquef5

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Foto-Reprodução-Web

A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) descartou categoricamente a assinatura de um “pacto de não agressão” com o ex-governador e rival na disputa Mauro Mendes (União). A emedebista afirmou que não fará acordos de bastidores e focará sua atuação exclusivamente na apresentação de propostas e na defesa do próprio projeto político.

Nas últimas semanas, interlocutores políticos especularam que um entendimento informal estaria sendo costurado para evitar embates diretos entre os dois postulantes. No entanto, Janaina avalia que compromissos desse tipo são frágeis e tendem a desmoronar conforme as movimentações e oscillation nas pesquisas de intenção de voto.

“Pacto em campanha não existe. Ele funciona enquanto é conveniente para os dois lados. Se deixa de funcionar para um, o acordo acaba na hora. Não pretendemos nem faremos pacto com ninguém”, declarou.

Para a candidata, a peculiaridade da eleição ao Senado em 2026 — que renova duas vagas por estado — torna os cenários ainda mais voláteis.

“Enquanto o alinhamento é favorável, tudo flui. Mas se um candidato oscila dois ou três pontos para baixo em uma pesquisa, o combinado vai embora. Não há como sustentar pacto numa disputa de dois votos”, completou.

Desdobramento do “Caso Oi”

A decisão de afastar acordos ocorre em um momento estratégico da corrida eleitoral em Mato Grosso:

  1. Liderança nas Pesquisas: As sondagens mais recentes realizadas em agosto de 2026 (como as pesquisas Quaest e Paraná Pesquisas) indicam que Mauro Mendes e Janaina Riva lideram as intenções de voto para ocupar as duas cadeiras do estado na Casa Alta, à frente de nomes como Pedro Taques, Jose Medeiros e Carlos Fávaro.

  2. Avanço da Operação Heritage: Durante a entrevista, Janaina também foi questionada sobre o escândalo envolvendo o acordo milionário entre a operadora Oi e o Governo do Estado — denúncia que ela formalizou anteriormente junto ao Ministério Público e à Polícia Federal. O episódio ganhou novos contornos em agosto de 2026 com o deflagrar da Operação Heritage pela PF, que apura o suposto esquema e desvios.

Questionada se usará o desdobramento policial para desgastar adversários na propaganda eleitoral, Janaina ressaltou que cumpriu seu papel de fiscalizadora quando exerceu o mandato na Assembleia Legislativa:

“Eu fiz o que precisava ser feito no caso da Oi. Levei as denúncias adiante na época em que ninguém queria ou tinha coragem de fazer”, concluiu.

 

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Fonte: Click F5