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O deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e candidato à reeleição, defendeu a ampliação da rede de atendimento a crianças neurodivergentes no Estado. Ele afirmou que faltam psicólogos, fonoaudiólogos e outros profissionais especializados, principalmente nos municípios do interior.
A declaração foi feita na noite desta quarta-feira, 16 de setembro, durante encontro com psicólogos, assistentes sociais e servidores da área. Segundo Max, a dificuldade de acesso ao atendimento especializado tem aparecido com frequência nas agendas realizadas pelo interior.
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O parlamentar disse que pretende ampliar o diálogo com profissionais e municípios para discutir uma política estadual capaz de apoiar as prefeituras na oferta dos serviços.
“Precisamos avançar nessa política pública. É uma necessidade do nosso estado. Se temos dificuldades na capital, imagine no interior, onde é ainda mais difícil encontrar profissionais. Precisamos construir algo que consiga chegar aos municípios de Mato Grosso”, afirmou.
Max também disse que já tratou do assunto com o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e defendeu maior participação do Estado na estruturação da rede de atendimento.
Famílias de baixa renda
Durante o encontro, Max chamou atenção para as dificuldades enfrentadas pelas famílias de menor renda que têm filhos neurodivergentes.
Segundo ele, a falta de atendimento, diagnóstico e estruturas de apoio pode afetar inclusive a possibilidade de pais e responsáveis permanecerem no mercado de trabalho.
“Quanto mais humilde a família, maior é a dificuldade. Muitas mães não conseguem trabalhar porque não têm onde deixar o filho, não conseguem o tratamento, o laudo ou o cuidado necessário. Nós precisamos enfrentar isso”, disse.
A discussão não é nova na agenda do deputado. Em julho, durante visita a um projeto social em Cuiabá, Max já havia defendido que políticas voltadas às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e suas famílias fossem incluídas entre as prioridades debatidas para 2026.
Mato Grosso já possui uma Política Estadual de Atendimento Integrado à Pessoa com Transtorno do Espectro Autista, criada por lei em 2022. A legislação prevê atendimento e apoio às pessoas com TEA, familiares e cuidadores.
Atendimento no interior
O encontro também contou com a participação do secretário estadual de Assistência Social, Klebson Gomes Haagsma, e de Gisela Simona (União Brasil), candidata a vice-governadora na chapa de Pivetta.
Gisela também defendeu a ampliação das políticas destinadas às pessoas neurodivergentes e com deficiência. Segundo ela, a construção das ações públicas deve considerar a experiência dos profissionais que atuam diretamente no atendimento.
“Não tem outra fórmula mágica de fazer gestão. É ouvir, fazer uma escuta ativa das pessoas que são beneficiadas pelo serviço público”, afirmou.
Fonte:Estadão MT





