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A Corregedoria-Geral da Secretaria de Estado de Justiça de Mato Grosso (Sejus-MT) abriu um procedimento para apurar eventual responsabilidade funcional do policial penal Nazil Santos Silva, preso durante a Operação Insídia, deflagrada pela Polícia Civil.
A operação investiga um esquema de facilitação da entrada de celulares e outros objetos no sistema prisional para integrantes de uma organização criminosa. Além de Nazil, a professora Karoliny Cardoso Viegas também foi presa. Segundo as investigações, o policial penal cobrava entre R$ 7 mil e R$ 10 mil por aparelho levado para dentro da unidade prisional.
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De acordo com a investigação, Nazil teria utilizado as prerrogativas do cargo para facilitar a entrada dos aparelhos e ainda recorrido à conta bancária da companheira para receber os valores, dificultando a identificação da origem e do destino do dinheiro.
A apuração teve início em junho de 2025, após materiais apreendidos indicarem transferências via Pix para uma professora investigada no mesmo esquema. Os pagamentos, segundo a Polícia Civil, seriam realizados por detentos ou por familiares e visitantes cadastrados.
Karoliny, que era contratada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc-MT) e trabalhava nas salas anexas de uma escola estadual dentro do Centro de Ressocialização de Várzea Grande, teria utilizado a autorização para circular na unidade como forma de transportar objetos para os presos.
Os dois são investigados por corrupção passiva continuada, facilitação ou intermediação da entrada de celulares no sistema prisional e associação criminosa. A Justiça determinou a prisão preventiva dos investigados e a suspensão do exercício das funções públicas. Também foram bloqueados R$ 25,5 mil em contas ligadas a Nazil e R$ 14,6 mil relacionados à professora.
Após tomar conhecimento dos fatos, a Corregedoria-Geral da Sejus instaurou procedimento para verificar se houve responsabilidade funcional por parte do policial penal.
Segundo a secretaria, a apuração administrativa tramita sob sigilo e, por isso, não serão divulgados detalhes sobre as diligências ou os elementos que integram o procedimento.
A Sejus informou ainda que acompanha o andamento das investigações conduzidas pela Polícia Civil e adotará as medidas administrativas cabíveis conforme os resultados da apuração e os procedimentos previstos em lei.
Fonte:Estadão MT





