Ex-membro tenta deixar facção em MT, é extorquido e acaba baleado em emboscada | Cliquef5

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Foto-Ilustração-IA

Um homem de 41 anos sobreviveu a uma tentativa de homicídio na tarde desta quarta-feira (16), no pátio de um posto de combustíveis em Juína (a 976 Km de Primavera do Leste). A vítima, que buscava se afastar da criminalidade após se converter e passar a frequentar uma igreja, foi alvejada no tórax no momento em que tentava pagar uma “taxa de saída” exigida pela facção criminosa à qual pertencia.

Segundo relatos prestados à Polícia Militar, a vítima havia comunicado aos antigos aliados o desejo de viver honestamente e trabalhar de forma lícita. Em resposta, os integrantes da organização exigiram o pagamento de R$ 700 em dinheiro vivo para autorizar o seu desligamento. O homem tentou efetuar a transferência via Pix, mas os criminosos exigiram que a entrega fosse feita em mãos.

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Ao chegar ao local combinado, a vítima foi abordada por dois suspeitos em uma motocicleta Yamaha YBR vermelha. Um dos homens sacou o celular para gravar a ação enquanto o garupa apontava uma pistola. Ao perceber o perigo, a vítima reagiu e segurou o cano da arma para desviar o disparo, mas acabou atingida no lado esquerdo do peito.

Os agressores fugiram por uma estrada aos fundos do posto, deixando para trás pertences e roupas. A vítima foi socorrida por testemunhas e encaminhada em estado estável a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). A Polícia Civil e a Politec (Perícia Oficial e Identificação Técnica) investigam o caso.

O avanço do “imposto do crime” e a violência de facções em MT

O atentado em Juína expõe uma prática recorrente das organizações criminosas que atuam em Mato Grosso: o uso de extorsões, emboscadas e punições violentas para impor autoridade financeira e territorial.

  • Extorsões e “Taxas de Tranquilidade”: Recentemente, operações policiais no estado revelaram que facções têm ampliado a cobrança ilícita de valores sob ameaça de morte. Em julho, a Operação Libertas desarticulou um esquema em Nova Mutum onde o crime organizado cobrava até R$ 300 de comerciantes locais para permitir o funcionamento dos estabelecimentos.

  • Julgamentos Paralelos e Gravações: O uso de chamadas de vídeo e gravações de celular durante os ataques tornou-se uma marca registrada dos “tribunais do crime” na região, servindo tanto para prestação de contas à liderança quanto para intimidar outros integrantes. Em setembro, investigações policiais no interior do estado também confirmaram ações de sequestro e retaliações físicas a moradores que descumprem regras impostas por esses grupos.



Fonte: Click F5