Pastor pede proteção para Marcola e Beira-Mar e alerta para “salve geral” se CIA sequestrar chefes de facções | RepórterMT

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Reprodução/ Montagem Metrópoles

Carta manuscrita enviada ao STF pede habeas corpus para Marcola e Fernandinho Beira-Mar e cita risco de “salve geral” em caso de suposto sequestro pela CIA.

DO REPÓRTERMT

Um pedido de habeas corpus preventivo apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) em favor de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, e Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar, alerta para um suposto risco de um “salve geral” no país caso os dois sejam sequestrados pela CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos.

O processo existe e foi registrado no STF como HC 273757. A ata oficial da Corte identifica Marcola e Beira-Mar como pacientes, o pastor Oséas de Campos como autor do pedido e o governo dos Estados Unidos como autoridade apontada na ação.

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Supremo Tribunal Federal

Na carta manuscrita, datada de 2 de junho, Oséas sustenta que os dois presos correriam risco de serem retirados do Brasil pelos Estados Unidos e pede a transferência deles para um local cuja localização fosse conhecida apenas pela Justiça, Ministério Público e familiares.

O pastor afirma que um eventual sequestro poderia desencadear um “salve geral”, expressão utilizada no meio criminoso para uma ordem coordenada de ataques. No documento, ele cita a onda de violência ocorrida em São Paulo em 2006 e fala em ações simultâneas em cidades de vários estados. Trata-se de uma hipótese levantada pelo autor do habeas corpus; não foi apresentado no material divulgado qualquer documento indicando que a CIA planeje sequestrar Marcola ou Beira-Mar. 

O pedido foi apresentado em meio à decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. A designação passou a valer em 5 de junho de 2026 e consta de publicação do Departamento de Estado norte-americano. O ato trata da classificação das facções e não menciona operação para retirar os dois presos do Brasil.

Marcola é apontado como uma das principais lideranças do PCC, enquanto Beira-Mar é ligado historicamente ao Comando Vermelho. Ambos cumprem penas no sistema penitenciário federal.

O presidente do STF, ministro Edson Fachin, não deu seguimento ao habeas corpus. Na decisão, de 22 de junho, ele considerou que o pedido não apresentava um ato concreto de autoridade que permitisse a análise direta pelo Supremo. Fachin determinou ainda o encaminhamento da petição à Defensoria Pública de São Paulo para avaliação de eventuais providências

Galeria: Carta marcola e beira mar



Fonte: Repórter MT