Empresa de cestas básicas em VG movimentou R$ 13,2 milhões para facção em 4 anos, aponta PJC | Rdnews

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Uma empresa de Várzea Grande serviu de suporte para uma organização investigada por lavar dinheiro ilícito por meio da distribuição de cestas básicas. De acordo com a Polícia Judiciária Civil, o estabelecimento movimentou R$ 13,2 milhões em quatro anos, mesmo sem contar com estrutura física compatível com o ramo declarado.

Deflagrada pela PJC nesta quarta-feira (23), a Operação Janus resultou no cumprimento de 14 medidas judiciais direcionadas ao grupo criminoso. Ao todo, foram executados 11 mandados de busca e apreensão e ordens de sequestro de bens móveis e imóveis vinculados aos alvos apurados.

PJC-MT

Segundo o delegado Victor Hugo Freitas, da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) e responsável pelo caso, a organização chegou a movimentar, ao todo, valores superiores a R$ 70 milhões. Segundo ele, o líder do grupo já é foragido da Justiça por outros crimes e está escondido em uma comunidade do Rio de Janeiro.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá, com base em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco).

As ordens judiciais foram cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande e Rondonópolis, além de Goiânia, capital de Goiás. Os trabalhos contam com o apoio de equipes da Delegacia Regional de Rondonópolis, da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz) e da Polícia Civil de Goiás.

Dinâmica de assistencialismo

Segundo as investigações, o núcleo criminoso utilizava a distribuição de cestas básicas como uma forma de assistencialismo voltada a integrantes e simpatizantes do grupo criminoso.

Os elementos apurados apontam que os recursos utilizados na aquisição dos alimentos seriam provenientes, direta ou indiretamente, de atividades criminosas, especialmente tráfico de drogas e golpes virtuais. Posteriormente, os valores eram inseridos em operações comerciais simuladas, com o objetivo de ocultar ou dissimular sua origem.

“Eles afirmam que doaram, por exemplo, 100 cestas básicas, mas na verdade não doaram essa quantia. Acaba-se misturando dinheiro ilícito com recursos legais; declaram que doaram a mais do que realmente entregaram para justificar os ganhos e os valores das compras dos alimentos. Assim, misturam tudo, dissimulam os valores e favorecem pessoas ligadas à facção criminosa”, explicou o delegado.

Alguns integrantes eram responsáveis pela obtenção e movimentação dos recursos, enquanto outros atuavam na aquisição dos produtos e na logística de distribuição das cestas básicas.

Um dos investigados era apontado como responsável pela logística de distribuição das cestas básicas e pela tentativa de fortalecimento territorial do grupo criminoso por meio do assistencialismo.

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Fonte: RD News