Líder do CV, Angeliquinha estava na lista de criminosos mais procurados do Brasil | Rdnews

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Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, de 34 anos, estava na lista dos criminosos mais procurados do Brasil. Ela é apontada pela Polícia Civil como uma das lideranças do Comando Vermelho no norte de Mato Grosso e foi presa nessa terça-feira (22), em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. A ação envolveu equipes da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Polinter com apoio das forças de segurança bolivianas.

PJC-MT

 Angélica Saraiva de Sá, a “Angeliquinha”, após ser presa na Bolívia

Angeliquinha estava na lista do Programa Captura, do Ministério de Justiça e Segurança Pública (MJSP), que tem objetivo de identificar, localizar e prender criminosos considerados de alta periculosidade. A medida visa cumprir mandados de prisão cuja execução é estratégica para enfrentar organizações criminosas e reduzir a criminalidade violenta no Brasil.

Além dela, estão na lista mais oito criminosos de Mato Grosso. São eles: Carolina Giomes de Brito, vulgo “DBX”, “Katlea”, “Debochada”, “Isabelle”; Eudes Barboza da Silva Neto, vulgo “Neto”; Gilmar Reis da Silva, vulgo “Vovózona”; Jonas Souza Gonçalves Júnior, vulgo “Batman” ou “Corona”; Leonardo Dias de Araújo, vulgo “Gibi”; Marítssa Ingridy da Silva Rodrigues, vulgo “Jheny”, “Maribomba” e “Rapunzel”; e Pedro César de Jesus, vulgo “Azulão”.

Tida como uma das chefes do CV em Alta Floresta e Nova Bandeirantes, Angeliquinha estava foragida desde agosto do ano passado, quando fugiu da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá. Considerada de alta periculosidade pela polícia, ela deixou a unidade prisional na madrugada de 17 de agosto de 2025 acompanhada de Jessica Leal da Silva, de 36 anos, conhecida como Arlequina, e desapareceu.

Ela possuía seis mandados de prisão em aberto, expedidos ao longo de 2026, período em que permaneceu foragida. Ela também possui mais de 260 anos em condenações decorrentes de diferentes crimes, entre eles homicídios, tráfico de drogas e organização criminosa.

Uma das condenações mais recentes e de maior pena ocorreu em março de 2025, quando foi sentenciada a 99 anos e 11 meses de prisão, em regime fechado, pelo assassinato de quatro trabalhadores em Nova Monte Verde. Ela foi condenada por homicídios qualificados, ocultação de cadáver e associação à organização criminosa.

As investigações apontam que Angeliquinha exercia influência sobre atividades criminosas desenvolvidas na região de Alta Floresta, incluindo ações relacionadas ao tráfico de drogas, extorsões e exploração de atividades ilícitas em áreas de garimpo.

Captura internacional

A localização de Angeliquinha na Bolívia foi possível a partir do trabalho de investigação e troca de informações entre as forças de segurança. A ação contou com a atuação da Polícia Civil de Mato Grosso, por meio da Gerência de Combate ao Crime Organizado, da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) e da Gerência Estadual de Polinter (Gepol), em conjunto com a Polícia Boliviana.

Após a captura, serão adotados os procedimentos legais necessários para o retorno da foragida ao Brasil e o cumprimento das ordens judiciais expedidas contra ela.

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Fonte: RD News