
Foto-Ilustrativa-Web
Uma operação conjunta de combate ao furto de energia elétrica identificou ligações clandestinas em comércios de Primavera do Leste, Rondonópolis e Cuiabá (a 130 e 234 Km de Primavera do Leste, respectivamente). A força-tarefa — promovida pela Energisa Mato Grosso, Polícia Civil e Perícia Oficial e Identificação Técnico-Científica (Politec) — resultou na condução de quatro pessoas à delegacia.
Primavera do Leste: adulteração com ímã e ligação direta
Entre as irregularidades constatadas na cidade, uma pizzaria de grande porte utilizava um dispositivo magnético instalado na parte traseira do medidor para fraudar a medição do consumo real. O responsável pelo comércio foi levado à delegacia.
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Em outro ponto da cidade, uma boate funcionava por meio de ligação direta com a rede de distribuição, sem qualquer medidor. O imóvel estava desocupado durante a vistoria e o caso segue sob investigação.
Rondonópolis: comércios operavam sem medição
Na quinta e na sexta-feira, fiscalizações em Rondonópolis flagraram um restaurante e um pub operando clandestinamente. No restaurante, a ligação era feita de forma direta na rede de distribuição; o responsável presente foi conduzido para esclarecimentos.
No pub, a equipe identificou que o medidor havia sido removido pelo próprio estabelecimento para dar lugar ao “gato” de energia. Como não havia ninguém no local durante a vistoria, o proprietário será intimado a depor no inquérito policial.
Cuiabá: salão e oficina flagrados na Morada da Serra
Na capital, as equipes da operação inspecionaram comércios na região da Morada da Serra, onde flagraram ligações diretas sem medição em um salão de beleza e em uma oficina mecânica de motocicletas. Os dois responsáveis foram levados à delegacia.
Recorde de prisões e combate às perdas em MT
A intensificação das fiscalizações reflete um esforço contínuo de combate às fraudes no estado. Nos últimos meses, os números da Operação Energia Limpa registraram uma alta expressiva: apenas no primeiro semestre, 146 pessoas foram presas em Mato Grosso por furto de energia — marca que já supera em 18% todo o acumulado do ano anterior.
Segundo o gerente de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso, Luciano Lima, a prática não é apenas um crime tipificado no Artigo 155 do Código Penal, mas representa um risco direto à infraestrutura da região e à população.
“Quando uma carga é desviada do sistema de medição, ela deixa de aparecer nos dados usados para acompanhar o comportamento da rede, embora continue exigindo energia da estrutura. Isso aumenta a exposição a falhas, dificulta o planejamento técnico e transfere riscos para trabalhadores, clientes e para toda a vizinhança”, explica Luciano Lima.
A concessionária alerta que o desvio ilícito pode gerar sobrecargas no sistema, curtos-circuitos, incêndios, acidentes elétricos e oscilações no fornecimento da região. Denúncias anônimas podem ser feitas diretamente à polícia (197, 181 e 190) ou pelos canais oficiais de atendimento da Energisa.
Fonte: Click F5





