
REPRODUÇÃO
Uma calopsita que havia sido dada como morta pela proprietária foi encontrada viva dentro de uma residência durante uma diligência da Polícia Civil em Barra do Garças (a 520 Km de Cuiabá)). A tutora havia procurado as autoridades após relatar que uma vizinha teria tentado atingir a ave com um rastelo depois que o animal entrou no imóvel.
Segundo o relato registrado na ocorrência, a calopsita havia fugido e entrado na casa vizinha. A proprietária apresentou aos policiais um vídeo que, conforme a denúncia, registraria a tentativa de atingir o animal. A tutora afirmou ter acreditado que a ave havia morrido após o episódio.
Durante a diligência, investigadores da 2ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças acompanharam a proprietária até o imóvel. Ela assoviou para chamar a calopsita e, para surpresa da equipe, a ave respondeu de dentro da residência.
Os policiais entraram em contato com a moradora, que negou que a calopsita estivesse na casa e afirmou que estava trabalhando. Ainda conforme o registro da ocorrência, ela se recusou a comparecer ao local.
Na continuidade da averiguação, os investigadores voltaram a ouvir a ave dentro do imóvel. A equipe então realizou a intervenção e encontrou a calopsita viva, no chão da residência. Segundo a Polícia Civil, não havia água ou alimento disponível no ambiente.
A ave foi resgatada e devolvida à proprietária. Depois, durante a higienização, a tutora percebeu extensa perda de plumagem e áreas de pele expostas. As condições foram fotografadas e apresentadas no registro do caso.
A existência e a origem das lesões, assim como as circunstâncias em que a calopsita permaneceu dentro da residência, ainda serão apuradas pela Polícia Civil.
A proprietária relatou às autoridades que o episódio teria ocorrido como retaliação após um conflito anterior entre as vizinhas. Essa versão também será analisada durante a investigação.
Até o momento, a tentativa de atingir a ave, a eventual causa das lesões e uma possível motivação permanecem no campo das alegações e informações a serem apuradas. A Polícia Civil investiga o caso para verificar se houve maus-tratos e eventual responsabilização criminal.
Toda a diligência foi registrada por meio de fotografias e filmagens.
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