Projeto de Galli para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil volta à tona

PUBLICIDADE

Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso

O nome do ex-deputado federal Victório Galli voltou a ser envolvido em uma polêmica após a circulação de mensagens nas redes sociais que associaram ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) uma proposta para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. O projeto, porém, foi apresentado por Galli em 2007, quando ele era deputado federal pelo então MDB, e arquivado pela Câmara dos Deputados em 2008.

A repercussão fez Flávio se manifestar para negar qualquer relação com a proposta. O senador afirmou que não existe atualmente projeto de sua autoria ou ligado à sua campanha para retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. A polêmica ganhou força após um comentário feito pela jornalista Maria Cristina Fernandes durante o programa “Em Pauta”, da GloboNews, na quinta-feira, 24. A emissora posteriormente corrigiu a informação.

– FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsApp, Telegram e Instagram)

O projeto apresentado por Galli em 2007 propunha alterar a legislação que trata do feriado de 12 de outubro. Em vez de “Padroeira do Brasil”, o texto estabelecia a denominação “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. A proposta foi arquivada no ano seguinte e não está em tramitação.

Atualmente candidato a deputado federal pelo PP, Galli também mantém ligação política com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Após não conseguir a reeleição em 2018, ele foi nomeado, em fevereiro de 2019, assessor especial da Presidência da República, cargo vinculado à Casa Civil do governo Bolsonaro.

A passagem pelo governo federal durou poucos meses. Em junho de 2019, Galli foi exonerado após uma condenação judicial que determinou o pagamento de R$ 100 mil por danos morais coletivos em uma ação movida pela Defensoria Pública de Mato Grosso.

O processo teve origem em declarações feitas pelo então deputado à imprensa e nas redes sociais, consideradas ofensivas à população homossexual. Entre as manifestações questionadas na ação está uma fala sobre produções da Disney, na qual Galli afirmou que os filmes poderiam influenciar crianças a se tornarem homossexuais.



Fonte:Estadão MT