
Foto-Ilustração-Web
O presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargador José Zuquim Nogueira, acionou formalmente a Polícia Federal e a Polícia Civil do estado para apurar um ataque cibernético que comprometeu os sistemas de informática da Corte. O incidente forçou a suspensão temporária do expediente presencial e a paralisação do Processo Judicial Eletrônico (PJe), plataforma central para a tramitação de ações judiciais em Mato Grosso.
A intervenção da Polícia Federal ocorre pela extensão do ataque a ferramentas integradas mantidas pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Já a Polícia Civil atua na apuração da invasão aos diretórios internos e credenciais da rede estadual.
✅ Clique aqui para seguir o canal do CliqueF5 no WhatsApp
✅ Clique aqui para entrar no grupo de whatsapp
Em nota oficial, o tribunal informou que os invasores acessaram logins e senhas criptografadas dos usuários. Como medida de contenção, o TJMT manteve os serviços externos e a consulta processual indisponíveis e suspendeu os prazos processuais até a sexta-feira. A instituição afirmou que, até o momento, não há evidências de comprometimento dos bancos de dados pessoais de magistrados, decisões judiciais ou cópias de segurança (backups). O atendimento de casos urgentes segue via plantão judiciário.
A indisponibilidade do sistema levantou discussões sobre a segurança dos investimentos em tecnologia no órgão, cujo contrato principal de infraestrutura e modernização tecnológica soma R$ 93 milhões.
A onda de ataques digitais ao setor público
O incidente no TJMT ocorre em um cenário de intensificação de ameaças cibernéticas contra órgãos governamentais e instâncias do Judiciário brasileiro.
Ataques a agências e órgãos estaduais: Recentemente, entidades federais e regulatórias enfrentaram paralisações decorrentes de invasões digitais. Em junho, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ) precisou suspender prazos processuais por mais de 40 dias após um ataque cibernético comprometer seus sistemas de informação.
Uso de credenciais e risco a sistemas integrados: Investigações conduzidas pelas forças de segurança apontam que a exfiltração ou o comprometimento de logins e senhas de servidores e magistrados tem sido um dos principais vetores de invasão no Judiciário. A obtenção dessas credenciais permite a navegação por bancos de dados compartilhados do CNJ, gerando riscos de acesso indevido e fraudes em ordens judiciais.
Foco do setor público em cibersegurança: O avanço de ataques do tipo ransomware e o sequestro de dados levaram os tribunais brasileiros a revisar políticas de acesso, implementar autenticação multifator rigorosa e reforçar a observabilidade de redes para conter brechas de infraestrutura.
Fonte: Click F5





