Pivetta classifica tortura contra vereador e família como “ato terrorista” | HiperNotícias

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O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) classificou como um “ato terrorista” o roubo seguido de tortura praticado contra o vereador Wesley Cláudio (Novo) e sua família em Rondonópolis (220 km de Cuiabá). A declaração foi feita nesta quarta-feira (30) durante coletiva de imprensa realizada em uma caminhada de campanha no município. Na ocasião, o candidato ao governo afirmou que as forças de segurança do Estado estão mobilizadas na apuração do caso e destacou que uma prisão já foi efetuada.

“Foi um ato terrorista, está sendo apurado, já prenderam um dos integrantes dessa barbaridade. E a nossa polícia vai esclarecer nos próximos dois, três dias. O que nós queremos é justiça”, declarou.

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O governador voltou a classificar a ação criminosa como um episódio extremo de violência e defendeu mudanças na legislação penal brasileira.

“O povo não aguenta mais isso, nossas leis são frouxas. O que fizeram aí foi um ato terrorista. Torturar uma família durante vinte e quatro horas, uma noite. Nós não vamos aceitar isso”, afirmou.

Pivetta também relacionou o episódio ao debate sobre segurança pública e à atuação do Congresso Nacional, defendendo alterações legislativas e no pleito para endurecer o combate à criminalidade.

“E é hora também de eleger o Congresso Nacional de senadores que tenham a coragem de mudar essas leis frouxas. E os bandidos tenham tamanha ousadia. Vamos mudar isso”, acrescentou.

ENTENDA O CASO

O crime ocorreu na madrugada desta segunda-feira (28), quando criminosos armados invadiram a residência do vereador em Rondonópolis. Segundo as investigações, Wesley Cláudio, a esposa e os dois filhos foram mantidos sob ameaça enquanto os suspeitos exigiam a entrega de uma suposta quantia de R$ 1 milhão, cuja existência foi negada pela família.

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Durante a ação, as vítimas sofreram agressões físicas e psicológicas. O parlamentar teve parte da orelha cortada e recebeu coronhadas, enquanto a esposa foi enforcada. Conforme relato à polícia, os criminosos ainda ameaçaram mutilar um dos filhos do casal e mantiveram contato por videochamada com um suposto mandante que acompanhava a execução do crime.

Os suspeitos fugiram levando dinheiro, joias e o veículo da família. Na terça-feira (29), a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) prendeu uma mulher suspeita de prestar apoio logístico ao grupo criminoso. Com ela, foram recuperados R$ 17 mil em espécie e objetos das vítimas.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar os demais envolvidos e esclarecer a participação do suposto mandante.

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Fonte: Hiper Notícias