Denúncia aponta possível vazamento de operação do Naco antes de ação contra ex-prefeito em MT

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Montagem: Folhamax.com

Relato anônimo cita integrante do núcleo, mensagens em grupo de WhatsApp e proximidade com ex-presidente da Câmara de Pontes e Lacerda; caso pode ser investigado ou arquivado.

Uma denúncia anônima encaminhada à Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso aponta um suposto vazamento de informações sobre uma operação do Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) realizada contra o ex-prefeito de Pontes e Lacerda, Alcino Pereira Barcelos, no dia 25 de setembro de 2026. Segundo a publicação, durante a ação foram encontrados R$ 300 mil em espécie na residência do ex-prefeito.

A denúncia foi endereçada ao desembargador Orlando Perri e ao promotor Marcelo Caetano Vacchiano, coordenador do Naco. O documento levanta a suspeita de que um subtenente do Corpo de Bombeiros, integrante do núcleo, teria repassado informações sobre as diligências ao ex-presidente da Câmara de Pontes e Lacerda, Maxsuel Freitas Guimarães. A informação, porém, aparece no material como suspeita apresentada na denúncia, e não como fato comprovado.

Prints de conversas do grupo de WhatsApp “Amigos du Lacerda” também foram incluídos no relato. Segundo a matéria, mensagens publicadas antes e depois da operação passaram a ser interpretadas pelos denunciantes como possível indício de conhecimento prévio da ação.

Entre os elementos citados estão figurinhas enviadas entre os dias 21 e 24 de setembro com uma cobra e a frase “Tá chegando a hora. Cobra vai fuma”. No dia da operação, outra figurinha teria sido publicada com a frase “Eu avisei, a cobra já está fumando”. Esses elementos são apresentados na denúncia como parte da suspeita levantada pelos autores do relato.

Segundo a reportagem original, a denúncia ainda poderá resultar na abertura de investigação sobre o suposto vazamento ou ser arquivada, caso as autoridades entendam que não existem elementos suficientes para aprofundar a apuração.

A mesma publicação informa que o ex-prefeito é investigado em apurações relacionadas a supostas fraudes em licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Também são mencionados contratos firmados pela prefeitura com uma empresa investigada, que teriam somado R$ 4,7 milhões entre 2022 e 2023. Essas imputações fazem parte das investigações citadas pela reportagem e não equivalem a condenação.

O caso agora depende da análise dos órgãos responsáveis para definir se haverá aprofundamento das suspeitas sobre eventual vazamento de informações.

Fonte: Lapada Lapada