Mato Grosso mobiliza 5 mil agentes e 22 mil câmeras para conter crime organizado e blindar votação | Cliquef5

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O estado de Mato Grosso mobilizará mais de 5,1 mil profissionais das forças de segurança e ativará 22 mil câmeras de videomonitoramento para garantir a ordem durante o primeiro turno. O plano de ação é coordenado pelo Gabinete de Gestão Integrada (GGI) do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) e envolve forças estaduais, federais, municipais e o Exército.

A megaoperação ocorre em um contexto de vigilância redobrada contra a influência do crime organizado. Nos últimos meses, relatórios do Ministério Público Eleitoral (MPE) e da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco) apontaram para tentativas de facções criminosas de interferirem nas eleições no estado, motivando medidas rigorosas para conter coações, financiamentos ilegais de campanhas e compras de votos.

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Estrutura do Efetivo Mobilizado

Ao todo, 5.188 profissionais estarão atuando diretamente no pleito:

  • Polícia Militar: 2.608 policiais

  • Polícia Civil: 1.187 agentes e delegados

  • Corpo de Bombeiros Militar: 474 bombeiros

  • Polícia Federal: 255 agentes federais

  • Forças Armadas: 396 integrantes do Exército Brasileiro e 133 da Marinha

  • Guardas Civis Municipais: 135 guardas

Além do contingente em solo, as 22 mil câmeras do programa Vigia Mais MT serão integradas diretamente ao sistema TRE-Guia, permitindo o acompanhamento em tempo real de ocorrências e da logística nos 1.515 locais de votação do estado.

Restrições a CACs e Regras de Prisão

A operação reforça ainda restrições do Código Eleitoral e normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE):

  1. Transporte de Armas (CACs): Fica proibido em todo o território nacional o transporte de armas de fogo e munições por Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores (CACs) durante o período da eleição.

  2. Prisões de Eleitores: Eleitores não podem ser presos ou detidos, salvo em flagrante delito, em virtude de sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por descumprimento de salvo-conduto.

  3. Prisões de Candidatos: Para os candidatos, a imunidade eleitoral garante que qualquer prisão só ocorra em caso de flagrante delito.

Combate à Influência do Crime Organizado

O cerco ostensivo se soma a uma série de investigações prévias. Em todo o país, a Polícia Federal já instaurou mais de 1.200 inquéritos por crimes eleitorais, apreendendo dezenas de milhões de reais em espécie ligados a compras de votos e lavagem de dinheiro.

Em Mato Grosso, onde órgãos de inteligência identificaram a atuação de facções em dezenas de municípios, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco/MT) manteve monitoramento constante para afastar a interferência dessas facções nos resultados das urnas.

Para obter orientações detalhadas sobre os procedimentos e normas das eleições, consulte as páginas de Informações ao Eleitor do TRE-MT e o portal do Tribunal Superior Eleitoral.



Fonte: Click F5