
Uma operação da Secretaria de Estado de Justiça (Sejus-MT) na Penitenciária Major PM Eldo de Sá Correia (Mata Grande), em Rondonópolis (a 130 Km de Primavera do Leste), resultou na interceptação de uma aeronave remotamente pilotada e na apreensão de diversos materiais ilícitos que seriam entregues aos detentos.
A movimentação suspeita teve início durante a noite, quando os agentes sentinelas posicionados nas torres de vigilância avistaram um drone invadindo o espaço aéreo da unidade transportando um pacote. A equipe de segurança agiu rapidamente e conseguiu recolher o invólucro no perímetro interno.
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Já de madrugada, entre 3h e 3h30, as torres identificaram a aproximação de um segundo sobrevoo na área do estabelecimento prisional. A Equipe Antidrone foi acionada para realizar varreduras e conseguiu interceptar e apreender tanto a aeronave quanto a nova encomenda.
Ao todo, foram recolhidos 10 aparelhos celulares (nove smartphones e um iPhone), além de fones de ouvido, carregadores convencionais e um carregador portátil por indução — que acabou danificado com a queda do drone.
Todo o material apreendido e o equipamento voador foram catalogados, lacrados e encaminhados ao setor competente para a preservação da cadeia de custódia e instauração dos procedimentos administrativos e legais.
A investida integra as ações de inteligência e varredura do programa Tolerância Zero às Facções Criminosas, mantido pelo Governo de Mato Grosso para coibir o crime organizado e barrar o ingresso de materiais proibidos nos estabelecimentos penais do estado.
A nova apreensão na Penitenciária Mata Grande não é um caso isolado, mas sim parte de um histórico de tentativas frequentes de redes criminosas para abastecer a unidade por via aérea, enfrentadas pelo monitoramento contínuo da Polícia Penal:
Setembro de 2026: No início do mês, a fiscalização interceptou um drone carregando quatro telefones celulares e porções de fumo na Mata Grande. Na mesma ocasião, uma visitante foi flagrada tentando entrar com entorpecentes.
Agosto de 2026: Em meados do mês, policiais penais interceptaram um drone que transportava cerca de 500 gramas de maconha para o interior do presídio. Poucos dias antes, as equipes já haviam apreendido um drone agrícola de grande porte nas imediações da unidade; o equipamento tinha capacidade para transportar mais de 8 kg de carga e vinha sendo monitorado pelo setor de inteligência.
Julho de 2026: A Polícia Penal desarticulou uma base clandestina de operações (apelidada de “aeroporto de drones”) nos arredores do presídio, resultando na apreensão de três aeronaves e 28 aparelhos celulares. Em outra ocorrência no mesmo mês, diversos pacotes arremessados via drone já haviam sido recolhidos pelos agentes dentro do perímetro do presídio.
Fonte: Click F5





