
TJMT
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) recorreuda condenação dos três réus julgados pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri e pedir ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) o aumento das penas. O recurso foi apresentado nesta segunda-feira, 5 de outubro, e foi assinado pelos promotores Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins.
Antônio Gomes da Silva, apontado como executor dos disparos, foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias. Hedilerson Fialho Martins Barbosa recebeu pena de 25 anos, enquanto o coronel do Exército Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias. O Tribunal do Túri, que durou três dias, comeou no dia 29 de setembro e encerrou no dia 01 de outubro.
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Na apelação, os promotores solicitam que, após o recebimento do recurso, seja aberta vista dos autos ao Ministério Público para a apresentação das razões recursais. Em seguida, pedem que o processo seja encaminhado ao TJMT para análise do mérito.
“Após tal providência, e juntadas as respectivas contrarrazões, requer digne-se Vossa Excelência em remeter os presentes autos ao E. Tribunal de Justiça deste Estado de Mato Grosso para análise de seu mérito”, diz trecho do documento.
As defesas apresentaram teses de insanidade mental, atuação como “justiceiro” e ausência de participação no crime, mas os jurados rejeitaram os argumentos.
No entanto, para o MP, os três agiram como verdadeiros “sicários” atuando para um “consórcio” de mandantes que tinham interesse na morte do advogado.
O recurso aguarda análise do judiciário.
O crime
Zampieri foi morto a tiros em dezembro de 2023, no bairro Bosque da Saúde, em Cuiabá. Segundo a investigação, o homicídio teria sido motivado por uma disputa envolvendo a Fazenda Lagoa Azul, avaliada em cerca de R$ 100 milhões.
O Ministério Público aponta o fazendeiro Aníbal Laurindo e a esposa dele, Elenice Balarotti Laurindo, como integrantes do núcleo mandante do crime. Laurindo está preso e Elenice cumpre prisão domiciliar.
O celular de Zampieri também revelou conversas que deram origem à Operação Sisamnes, da Polícia Federal, que investiga um suposto esquema de venda de decisões judiciais.
Fonte:Estadão MT





