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Interrogatório de 7 horas e provas robustas levam suspeito a indicar para a polícia local onde corpo foi escondido |

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Foto-Reprodução-Web

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Cuiabá (a 234 Km de Primavera do Leste) deu um desfecho ao desaparecimento do professor e pedagogo Breno Antônio Humberto de Moraes, de 25 anos. O suspeito do crime, o serralheiro Elias Samuel Delgado da Silva, de 26 anos, indicou a localização do cadáver após ser confrontado por cerca de sete horas pelo delegado Bruno Abreu. O corpo de Breno foi encontrado em uma área de brejo no bairro 13 de Setembro, em Várzea Grande, em avançado estado de decomposição.

Elias havia sido capturado na região do Manso. Inicialmente, ao prestar depoimento, ele negou qualquer envolvimento e afirmou que conhecia a vítima apenas “de vista”. No entanto, contradições no discurso e um conjunto de evidências técnicas e depoimentos reunidos pelos investigadores levaram à decretação de sua prisão temporária por 30 dias. Durante a longa oitiva, o suspeito acabou cedendo e indicou o paradeiro da vítima.

Falso contato com a família e apuração de motivação passional

As investigações do caso começaram na noite de 25 de setembro, quando Breno saiu de sua residência na Capela do Piçarrão, em Várzea Grande, avisando que retornaria em breve. Câmeras de monitoramento registraram o momento em que o pedagogo subiu na garupa de uma motocicleta sem placa antes de perder o contato com familiares.

Nos dias que se seguiram, a família de Breno começou a desconfiar de mensagens enviadas a partir do celular do jovem. O irmão gêmeo da vítima, Bruno Humberto, notou mudanças no estilo de escrita do irmão e solicitou uma foto recente para confirmação. A imagem recebida chamou a atenção por não exibir as tatuagens características do professor e apresentar vestimentas diferentes das que ele usava ao sair de casa, levantando a suspeita do uso de ferramentas de inteligência artificial ou edição para simular que o professor ainda estava vivo.

Embora Elias negue ter manipulado o celular da vítima, os indícios da DHPP apontam para a sua participação direta no ato. As apurações também contradizem a versão de que os dois mal se conheciam: o irmão da vítima relatou que ambos mantinham contato prévio há bastante tempo. A principal linha de investigação da Polícia Civil trabalha com a hipótese de crime de motivação passional.

Próximos passos da investigação

A Polícia Civil de Mato Grosso aguarda os laudos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) para determinar com precisão as causas da morte e as circunstâncias em que o corpo foi ocultado. Além disso, a equipe de investigação trabalha na análise dos celulares apreendidos e na identificação de outros possíveis envolvidos, como o condutor da motocicleta que transportou Breno na noite de seu desaparecimento.



Fonte: Click F5