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Mato Grosso iniciou os estudos para a elaboração do Plano Estadual de Bioeconomia para ampliar as oportunidades de negócios a partir do uso sustentável dos recursos biológicos do Estado. A proposta é aproveitar matérias-primas como frutos, sementes, fibras e resíduos agrícolas, aliando pesquisa e tecnologia para desenvolver produtos de maior valor e gerar emprego e renda como cosméticos, produtos farmacêuticos, embalagens, biofertilizantes, dentre outros produtos.
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) liderará a construção da estratégia, em parceria com o Programa REM Mato Grosso (REDD Early Movers). Os trabalhos estão em fase inicial de estudos e estruturação, com perspectiva de elaboração do plano e início de sua implementação em 2027, conforme o avanço das etapas técnicas e institucionais.
O primeiro passo foi dado nesta sexta-feira (9.10), com a apresentação de um estudo sobre o Plano Estadual de Bioeconomia do Pará. O estado vizinho teve plano instituído em 2022 e foi uma das referências para Mato Grosso.
Para a superintendente de Agronegócios e Energia da Sedec, Camila Baz Betti, o plano deverá aproximar a pesquisa das necessidades de quem produz e investe no Estado.
“Queremos criar condições para que uma parcela maior do valor da nossa produção permaneça em Mato Grosso, por meio do processamento, da industrialização e do desenvolvimento de novos produtos. A bioeconomia abre oportunidades tanto para as cadeias já existentes quanto para novos negócios. Em parceria com o Programa REM, queremos construir uma estratégia que conecte o conhecimento das instituições de pesquisa às demandas dos produtores e das empresas, considerando as particularidades dos nossos três biomas. Nossa expectativa é avançar na elaboração do plano em 2027, com uma proposta consistente e alinhada ao potencial econômico e ambiental de Mato Grosso”, destaca.
A bioeconomia combina recursos biológicos, como plantas e biomassa, com ciência, tecnologia e conhecimentos tradicionais para desenvolver produtos e serviços. O modelo considera a conservação e a capacidade de regeneração dos ecossistemas como parte da atividade econômica.
O estudo foi elaborado e apresentado por Maria Eduarda de Toledo Ribeiro Araújo, assistente técnica da Coordenadoria de Cadeias Produtivas e Sustentabilidade da Sedec. A análise reuniu as diretrizes, os avanços e os desafios para identificar caminhos que possam ser adaptados à realidade de Mato Grosso.
“A experiência do Pará nos ajuda a entender como organizar o plano, envolver os diferentes setores e definir ações que possam ser executadas. Mato Grosso tem características próprias, com três biomas e uma forte base agropecuária e industrial. Precisamos identificar onde a pesquisa e a tecnologia podem ampliar o aproveitamento das nossas matérias-primas e gerar produtos de maior valor, com conservação ambiental e participação das comunidades”, explica Maria Eduarda.
Entre as possibilidades apresentadas estão a bioenergia, os bioinsumos e a biotecnologia, além do aproveitamento de biomassa e do desenvolvimento de cadeias ligadas à biodiversidade. Essas frentes ainda serão discutidas e não constituem uma estrutura oficialmente aprovada para o plano estadual.
Fonte:Estadão MT




