O influenciador político Vinícius Santana, identificado com a direita, denunciou ter sido vítima de agressões físicas no sábado (17), em Rondonópolis, no sul de Mato Grosso. Imagens divulgadas nas redes sociais registraram parte do episódio, que, segundo o relato do militante, envolveu um grupo de pessoas ligadas a uma manifestação de esquerda.
Após o ocorrido, Santana afirmou que procurou uma delegacia da Polícia Civil para registrar um boletim de ocorrência e relatar as circunstâncias da agressão.
Em um vídeo divulgado depois de deixar a unidade policial, ele disse ter sido cercado por mais de 20 pessoas, derrubado e atingido com chutes no rosto. O influenciador também afirmou que teve o pescoço apertado durante o confronto.
“Me agrediram de forma covarde, me enforcaram, me derrubaram, chutaram o meu rosto”, declarou Santana ao relatar o episódio.
Vídeos podem auxiliar na investigação
As gravações que circulam nas redes sociais mostram momentos de confronto físico entre várias pessoas. O material poderá contribuir para esclarecer a dinâmica dos acontecimentos, identificar os envolvidos e apurar como a violência começou.
Apesar da existência de imagens, a identificação dos participantes e a confirmação das circunstâncias do caso dependem da investigação policial. A apuração deverá estabelecer a participação individual de cada pessoa e verificar os relatos apresentados.
Santana afirmou que pretende responsabilizar os envolvidos. Em uma gravação feita após registrar a ocorrência, declarou que não pretende deixar o caso sem resposta.
Influenciador atribui episódio à intolerância política
Em outra manifestação pública, Vinícius Santana associou a agressão à intolerância política e criticou o que considera uma contradição entre discursos de tolerância e episódios de violência.
“Esse é o governo do amor. São agressores covardes, mas isso não vai me fazer baixar a cabeça. Eu não tenho medo de vocês”, afirmou.
O influenciador também declarou que não pretende abandonar suas convicções políticas em razão do episódio e disse que a resposta, em sua avaliação, deverá ocorrer nas urnas. Ao final do vídeo, pediu que apoiadores compartilhassem as imagens para ampliar a repercussão do caso.
Caso ocorre na reta final da disputa presidencial
A denúncia veio a público a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, marcado para 25 de outubro, período de forte mobilização política no país.
O episódio reforça a importância da apuração dos fatos e da responsabilização individual caso as agressões sejam confirmadas. A existência de divergências ideológicas não justifica violência física, e as circunstâncias do confronto devem ser esclarecidas pelas autoridades competentes.
Até que a investigação avance, os relatos sobre a participação dos envolvidos e a motivação do episódio devem ser tratados como alegações a serem apuradas.
Fonte:Folha de Mato Grosso




