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Mulher simula pedido de pizza para acionar a polícia e bebê de 3 meses é resgatado em São Bernardo do Campo

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A assessoria do médico Euller Gustavo Pompeu de Barros Gonçalves Preza divulgou, nesta segunda-feira (19), uma nota contestando reportagens publicadas após a morte de Lourdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, ocorrida na sexta-feira (16), no Hospital Geral e Maternidade, em Cuiabá.

No comunicado, a equipe afirma que as publicações passaram a destacar o histórico judicial do profissional, desviando, segundo a defesa, o foco da investigação sobre as circunstâncias da morte. A assessoria argumenta que a existência de processos anteriores não comprova responsabilidade pelo ocorrido.

A causa da morte ainda depende de apuração técnica. O caso é investigado pelas autoridades competentes, e, até o momento, não há conclusão oficial sobre as circunstâncias do óbito ou eventual falha no atendimento.

Defesa critica abordagem das reportagens

Segundo a nota, a divulgação de informações sobre processos envolvendo o médico não permitiria estabelecer uma relação direta com a morte da jovem. A equipe afirma que os procedimentos mencionados nas reportagens ocorreram em contextos e períodos distintos e não teriam relação com o caso de Lourdes.

“Utilizar esses registros para sugerir responsabilidade pelo ocorrido, cuja causa ainda está sob perícia, representa um julgamento antecipado”, diz um trecho do comunicado.

A assessoria também questiona a divulgação de informações relacionadas à saúde de pacientes atendidos anteriormente pelo profissional. De acordo com a defesa, dados médicos são protegidos pela legislação, incluindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), e sua exposição deve respeitar os limites legais.

Médico afirma estar à disposição das autoridades

Na manifestação, a assessoria informa que Euller Preza possui mais de 20 anos de atividade profissional e realizou milhares de procedimentos ao longo da carreira. A nota acrescenta que o médico afirma seguir protocolos de segurança cirúrgica e trabalhar com equipe qualificada.

O comunicado também declara que o profissional está disponível para prestar esclarecimentos e colaborar com as investigações. A defesa manifestou solidariedade à família de Lourdes.

Caso segue sob investigação

A morte da jovem é apurada pelas autoridades competentes. O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) também instaurou uma sindicância para examinar o caso sob o ponto de vista ético-profissional.

Até o momento, não há conclusão oficial sobre a causa da morte nem sobre eventual responsabilidade médica. A definição dependerá dos resultados das perícias e das demais apurações conduzidas pelos órgãos responsáveis.

A nota divulgada pela assessoria representa o posicionamento da defesa do médico. As circunstâncias do caso permanecem sob investigação.

Fonte:Folha de Mato Grosso