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“Dono do Caminhão”, “Lava Jato”, “madeira” e “feijão” são alguns dos supostos códigos que, segundo as investigações da Gerência de Combate ao Crime Organizado e da Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), Sebastião da Silva Junior, o Federal do CV, usava para acompanhar a distribuição e o estoque de drogas do Comando Vermelho em Mato Grosso. As informações constam na decisão do juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que decretou a prisão do comandante das finanças da facção no estado.
Em conversas com o contato “Cris Tigrinho Nome”, Federal recebia informações sobre a arrecadação da facção e a quantidade de entorpecentes armazenados e distribuídos. Os registros de março de 2026 somaram R$ 475,8 mil em valores relacionados às chamadas “quebradas” e a outras receitas não especificadas. Mais R$ 185,9 mil foram associados às expressões “madeira” e “feijão”, que, segundo os investigadores, aparentavam se referir à venda de drogas. O total chegou a cerca de R$ 661,7 mil.
Já nas conversas com “Dono do Caminhão”, a polícia identificou diálogos sobre a distribuição de entorpecentes. As mensagens mencionam o envio de 10 kg para Bom Sucesso por R$ 12 mil e a destinação de 40 kg à “quebrada Nova Esperança”. Em outro trecho, Federal teria citado 486 kg de droga. Um balanço posterior apontou 400 kg distribuídos e 296,85 kg em estoque.
O contato “Lava Jato” tratava Federal por “Patrão” e enviou um comprovante de Pix de R$ 341,8 mil entre contas de terceiros. Em conversa com “Tabio Ti”, o investigado teria indicado uma chave Pix vinculada a um endereço eletrônico em nome de sua esposa. A investigação também identificou a expressão “camisas” em registros sobre contribuições e repasses financeiros, mas a decisão não estabelece um significado definitivo para o termo.
Os relatórios apontam ainda conversas sobre empréstimos, cobrança de juros e controle de clientes. Uma planilha extraída de outro aparelho atribuía aos empréstimos taxas mensais estimadas entre 32% e 35%. Para a polícia, os registros indicam uma possível rede de agiotagem.
O processo tramita sob sigilo.




