O pastor Alex Sandro Soares Zeca foi detido na segunda-feira (19), em Catanduva, no interior de São Paulo, após um novo episódio de violência doméstica envolvendo a esposa. Ele já havia sido preso em novembro de 2025, quando foi acusado de agredir a mulher e portar uma arma de fogo.
Na ocorrência anterior, a filha do casal, que tinha 11 anos na época, acionou a Polícia Militar durante uma discussão entre os pais. Segundo o boletim de ocorrência, a menina informou que o pai estava armado. Ao chegarem à residência, os policiais encontraram a mãe com ferimentos na boca, atribuídos às agressões.
Os agentes apreenderam um revólver carregado que estava guardado em um guarda-roupa. Como não foram apresentados documentos que comprovassem a regularidade da arma, o caso foi registrado como violência doméstica, lesão corporal e posse irregular de arma de fogo. A mulher solicitou uma medida protetiva, e o pastor foi encaminhado para atendimento na ala psiquiátrica de um hospital.
Nova ocorrência
Na segunda-feira (19), Alex foi novamente levado à delegacia após uma discussão com a esposa. Conforme as informações divulgadas, ele teria exigido que ela deixasse a residência, fugido do local e pulado o muro de uma casa. A polícia o encontrou nos fundos do imóvel de um vizinho. Após prestar depoimento, ele foi liberado.
Morte em motel
O pastor também é citado na investigação sobre a morte de Fabrício Augusto das Neves, de 33 anos, ocorrida em um motel de Catanduva no dia 12 de outubro. Na ocasião, Alex estava acompanhado de Fabrício e de Ana Lígia Oliveira do Carmo.
Segundo o relato de Ana Lígia à Polícia Civil, os três consumiram bebidas alcoólicas e drogas, incluindo maconha e cocaína. Ela afirmou que a cocaína foi oferecida pelo pastor.
Ainda conforme o depoimento, Fabrício começou a passar mal e foi ao banheiro. Depois, a mulher teria recolhido seus pertences para deixar o local, mas voltou ao ouvir um barulho de vidro quebrando. Ao retornar, encontrou Alex prestando socorro ao homem.
Fabrício apresentava sinais de convulsão e expelia água e espuma pela boca. Ao perceber que ele estava desacordado, o pastor teria derrubado o portão do motel na tentativa de fugir. Funcionários impediram que ele deixasse o local sem quitar a conta.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado, mas Fabrício morreu no motel. O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames.
Investigação continua
A Polícia Civil de Catanduva investiga as circunstâncias da morte. O caso foi registrado inicialmente como morte suspeita, dano, fraude processual, outras fraudes e porte de drogas para consumo pessoal.
Até as informações divulgadas pela reportagem, a investigação continuava em andamento. As circunstâncias da morte e eventuais responsabilidades criminais ainda dependem da apuração policial.
Fonte:Folha de Mato Grosso




