O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) denunciou ameaças de demissão, boicotes comerciais e perseguição política contra eleitores do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar anunciou a abertura de um canal para receber denúncias de possíveis represálias após o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25.10).
Segundo Lúdio, empresários e apoiadores do candidato derrotado Flávio Bolsonaro (PL) estariam ameaçando trabalhadores e promovendo boicotes contra pessoas que manifestaram apoio a Lula. O deputado orientou as possíveis vítimas a reunir provas, como mensagens, áudios e publicações em grupos de WhatsApp, para subsidiar denúncias aos órgãos competentes.
“Essa prática do boicote, da perseguição, da ameaça de demissão, é uma prática criminosa e nós não podemos aceitar isso. Estou gravando esse vídeo para que você, que está sofrendo ameaça ou boicote, reúna provas, informações, mensagens, áudios, postagens em grupos de WhatsApp, que identifiquem os autores e nos encaminhem essas informações. Nós vamos acionar a Justiça, o Ministério Público e a polícia contra esses crimes”, afirmou.
As denúncias podem ser encaminhadas ao canal Zap do Lúdio, pelo número (65) 9651-3130, informado pela assessoria do parlamentar. Lúdio afirmou que pretende solicitar a responsabilização dos envolvidos, conforme a apuração de cada caso.
O deputado também comparou a situação aos episódios de assédio eleitoral registrados nas eleições de 2022, quando trabalhadores relataram pressões relacionadas ao posicionamento político e à escolha de candidatos.
Em Mato Grosso, mensagens atribuídas a integrantes de grupos de empresários de Lucas do Rio Verde passaram a circular após o segundo turno, com propostas de boicote a estabelecimentos comerciais identificados com apoiadores de Lula e ameaças de demissão por motivos políticos.
Violência após as eleições
As denúncias ocorrem em meio a episódios de violência registrados em Mato Grosso durante o fim de semana eleitoral. Em General Carneiro, o vereador Marcos Aurélio Bento Pena (MDB) foi preso no domingo (25.10), suspeito de efetuar disparos nas proximidades de uma lanchonete onde pessoas comemoravam a vitória de Lula. Duas mulheres ficaram feridas. O parlamentar foi posteriormente liberado após pagar fiança, e as circunstâncias dos disparos são investigadas pela Polícia Civil.
Em Campo Novo do Parecis, o policial civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, morreu após ser baleado em um bar, também no domingo. Segundo relatos de testemunhas, o autor dos disparos teria questionado os frequentadores sobre suas preferências políticas antes de atirar. Um suspeito de 59 anos foi preso na segunda-feira (26.10).
Outro episódio ocorreu na noite de sábado (24.10), na região do Distrito da Guia, em Cuiabá. Dois irmãos morreram e um terceiro ficou ferido após uma discussão seguida de troca de tiros em um bar. Testemunhas relataram divergências políticas entre os envolvidos, mas a motivação do crime ainda é objeto de investigação.
Veja:
Fonte: Pnb Online




