Carregando data...
☀ Barra do Garças-MT -- °C

Imagens mostram Sérgio Ricardo e assessores sacando dinheiro desviado do TCE –

PUBLICIDADE

Imagem mostra Sérgio Ricardo ao lado de sua chefe de gabinete Roseli Ross

Imagens do circuito interno de vigilância de uma agência bancária instalada nas dependências do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) registraram a atuação de uma rede de operadores e assessores envolvida no saque massivo de dinheiro em espécie. Segundo relatório da Polícia Federal (PF) enviado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), a estrutura era capitaneada pelo conselheiro presidente da Corte de Contas, Sérgio Ricardo de Almeida.

De acordo com documentos obtidos pelo , o posto do posto de atendimento cooperativo (Sicoob Integração) no prédio do tribunal era utilizado para a realização sistemática de retiradas de verbas públicas em espécie. Sérgio Ricardo foi preso pela PF na Operação Tomada de Contas na última quinta-feira (29). 

Saques de R$ 18,9 milhões em espécie

As investigações da PF e do Ministério Público Federal (MPF) revelam que, entre janeiro de 2025 e maio de 2026, a conta do conselheiro Sérgio Ricardo recebeu cerca de R$ 20,39 milhões repassados pelo TCE-MT, montante significativamente superior à remuneração formal do cargo público.

Desse valor, aproximadamente R$ 18,95 milhões foram sacados diretamente no balcão da agência em dinheiro vivo. Ao todo, os peritos mapearam 150 operações de saque em espécie no local.

Atuação de assessores e chefe de gabinete

Conforme o documento policial, a operacionalização do esquema de transporte e retirada do numerário em malas, mochilas e sacolas era intermediada por servidores e assessores ligados diretamente ao gabinete da presidência.Segundo a Polícia Federal, as retiradas eram realizadas majoritariamente por Roseli Loss, chefe de gabinete de Sérgio Ricardo.

O fluxo contava também com a colaboração ativa dos assessores e servidores comissionados Adriangelo Barros Antunes, Fernando Márcio Vareiro e André Prieto.

A Polícia Federal aponta que esses intermediários utilizavam procurações e cartões magnéticos corporativos para movimentar contas, sacar os pacotes de cédulas no balcão e redistribuir ou entregar o numerário físico ao grupo principal.

Mecanismo de devolução e propina

A denúncia acolhida pelos investigadores detalha o modus operandi da organização: prestadores de serviço e credenciados do TCE-MT eram coagidos a “devolver” parte dos valores recebidos do órgão para garantir a regularidade de seus pagamentos contratuais.Os recursos dessa “devolução” chegavam às mãos dos operadores através dos saques na agência interna.

Para ocultar a origem dos repasses oficiais, os pagamentos eram lançados no sistema sob rubricas de “Emissão de Ordem Bancária” e “Fornecedores”, sem a devida transparência nos portais oficiais.

A PF ressaltou no pedido de prisão preventiva e cautelares que o posto bancário dentro do prédio do próprio TCE-MT servia como um “balcão físico de conversão de valores públicos em numerário em espécie”, operado com habitualidade durante o expediente.



Fonte: Pnb Online