Polícia Federal
A Polícia Federal apreendeu mais de R$ 4,3 milhões em dinheiro vivo, além de quantias em outras quatro moedas estrangeiras, durante a Operação Tomada de Contas, deflagrada contra integrantes do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). Entre os valores recolhidos estão dólares, euros, libras esterlinas e pesos argentinos. O balanço também inclui a apreensão de 167 relógios e 31 veículos.
Ao todo, foram encontrados R$ 4.360.607 em moeda brasileira, US$ 106.865, € 19.870, £ 2 mil e 3.650 pesos argentinos. A diversidade de moedas chamou a atenção no balanço da operação, que investiga suspeitas de irregularidades na gestão de contratos administrativos e pagamentos realizados no âmbito do Tribunal.
Convertidos para a moeda brasileira, os valores apreendidos em dólares, euros, libras esterlinas e pesos argentinos representam aproximadamente R$ 715,7 mil. Com a quantia encontrada em reais, o total apreendido ultrapassa R$ 5 milhões, chegando a cerca de R$ 5,07 milhões, considerando as cotações de referência do dia 30 de outubro.
A ação foi deflagrada na quinta-feira (29) e resultou na prisão preventiva de seis pessoas, entre elas o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida. Mais de 180 policiais federais participaram do cumprimento de 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo.
Segundo a Polícia Federal, a investigação apura indícios de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de possíveis favorecimentos na liberação de recursos públicos. Também são investigadas movimentações financeiras atípicas envolvendo servidores e saques recorrentes em dinheiro vivo.
Além do dinheiro, os policiais apreenderam 31 veículos, 167 relógios, 16 armas de fogo, 6.512 munições e 27 aparelhos celulares. Também foram recolhidas 112 garrafas de vinho e uísque.
As apurações envolvem suspeitas de crimes contra a administração pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O caso tramita sob supervisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), responsável por autorizar as medidas judiciais.
Fonte:Estadão MT




