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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o pedido de liberdade do empresário Gabriel Júnior Tacca, acusado de articular a morte do amigo Ivan Michel Bonotto, de 35 anos, após descobrir um suposto relacionamento extraconjugal entre a vítima e sua esposa. A decisão foi proferida pelo ministro Joel Ilan Paciornik em 29 de outubro.
O crime ocorreu em 21 de março de 2025, em Sorriso (420 km de Cuiabá). Segundo o Ministério Público, Gabriel teria planejado o assassinato com o comerciante Danilo Carlos Guimarães. A vítima teria sido atraída para uma emboscada, onde Danilo a atacou com uma faca.
No recurso, a defesa alegou constrangimento ilegal e pediu a revogação da prisão provisória ou a aplicação de medidas alternativas, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Para o ministro, os indícios de premeditação, dissimulação e tentativa de dificultar a apuração do crime justificam a manutenção da prisão para garantir a ordem pública.
“A gravidade concreta da conduta, caracterizada por indícios de premeditação, alegada dissimulação, recurso que dificultou a defesa da vítima, concurso de agentes e suposta fraude processual destinada a alterar a cena do crime, demonstra risco à ordem pública”.
Relembre o caso
Após o crime, Gabriel teria fingido prestar socorro ao amigo, levando-o ao hospital, para sustentar a versão de que o ataque ocorreu durante uma briga de bar.
O empresário foi preso em julho de 2025, durante a Operação Inimigo Íntimo. A investigação também apontou a participação de sua esposa, a médica Sabrina Iara de Mello, acusada de apagar registros e fotografias do celular da vítima para dificultar as investigações.
Fonte:Estadão MT




