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Waldir Teis promove demissão em massa no TCE-MT após prisão de Sérgio Ricardo

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Reprodução

O novo presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Waldir Teis, exonerou 18 servidores de cargos comissionados da Corte nesta terça-feira (3), primeiro dia à frente da instituição após a prisão preventiva do então presidente, Sérgio Ricardo, investigado na Operação Tomada de Contas. Desse total, 16 aparecem na investigação conduzida pela Polícia Federal.

Os atos foram publicados no Diário Oficial de Contas e atingem ocupantes de cargos estratégicos em diferentes setores do tribunal, como Consultoria Jurídica Geral, Presidência, Controle Interno, Orçamento e Finanças, Gestão de Pessoas e comissões permanentes. Todos os desligamentos têm efeitos a partir de 3 de novembro.

Entre os exonerados estão Grhegory Paiva Pires Moreira Maia, consultor jurídico-geral do TCE; Gustavo Fernandes da Silva, assistente jurídico da Consultoria Jurídica Geral; Felipe José Glinke, assessor jurídico da Presidência; Adriangelo Barros Antunes, secretário executivo de comissão permanente; e Roseli Loss, chefe de gabinete de Sérgio Ricardo.

Também foram desligados Adjair Roque de Arruda, secretário executivo de Planejamento; Carlos Alexandre Pereira, secretário do Sistema de Controle Interno; Carlos Felipe Oliveira Almeida, assessor técnico financeiro; Carlos Romeu Rodrigues de Medeiros, consultor técnico-jurídico; e Edson Luiz Ribeiro de Oliveira, coordenador do Núcleo de Execução Orçamentária e Contábil.

A lista inclui ainda Eneias Viegas da Silva, secretário executivo de Gestão de Pessoas; Jocimauro Bento do Carmo, consultor técnico-jurídico de comissão permanente; Maurício Marques Júnior, secretário executivo de Orçamento, Finanças e Contabilidade; Márcio Antônio Silvério, assessor técnico-jurídico; Olavo Lage Filho, secretário executivo de comissão permanente; e Vitor Turri Romano, chefe de gabinete da Comissão Permanente de Infraestrutura, Tecnologia e Desestatização.

O documento relaciona Adjair, Carlos Alexandre, Carlos Felipe, Carlos Romeu, Edson, Eneias, Jocimauro, Maurício, Márcio, Olavo e Vitor, além de outros investigados. Em outro trecho da decisão, aparecem Sérgio Ricardo, Adriangelo, Felipe Glinke, Grhegory, Gustavo e Roseli.

O STJ determinou que o tribunal suspendesse as credenciais dos investigados e se abstivesse de nomeá-los, designá-los ou cedê-los para cargos, funções ou comissões enquanto vigorassem as medidas judiciais. O Diário Oficial, porém, não traz ato de exoneração ou afastamento do conselheiro Sérgio Ricardo, que permanece preso preventivamente no Batalhão de Operações Especiais (Bope).

Além dos 16 servidores relacionados à investigação, Teis também exonerou Camila Rodrigues de Magalhães, assistente jurídico da Consultoria Jurídica Geral, e Simony Jin, consultora técnico-jurídica da Presidência. Os nomes não aparecem na relação dos investigados citados nos documentos da operação.

A Operação Tomada de Contas apura suspeitas de pagamentos extraordinários realizados pelo TCE-MT, movimentações bancárias consideradas atípicas, saques em espécie e possível desvio de recursos públicos. Parte dos investigados foi presa preventivamente, enquanto outros ficaram submetidos a medidas cautelares diversas da prisão.

Fonte: Hiper Notícias