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Líderes de quadrilha que furtou seis caixas eletrônicos em MT são presos no Maranhão

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Dois homens identificados como Douglas Floriano e Eduardo Domingues foram presos no Maranhão, suspeitos de comandar uma organização criminosa especializada em furtar caixas eletrônicos. O grupo é investigado por pelo menos seis ataques a equipamentos bancários em Cuiabá e Várzea Grande, entre novembro de 2025 e fevereiro de 2026.

As prisões ocorreram durante a Operação Círculo Vicioso, deflagrada pela Polícia Civil. Segundo as investigações, os dois deixaram Mato Grosso e seguiram para o Nordeste depois que um dos integrantes da quadrilha foi detido em Várzea Grande, logo após um dos furtos. A fuga teria sido uma tentativa de escapar do cerco policial.

De acordo com o delegado Igor Sasaki, mesmo após chegarem ao Maranhão, os suspeitos teriam continuado envolvidos em crimes semelhantes e passaram a ser investigados pelas forças de segurança daquele estado.

Um dos crimes que ajudaram a revelar a atuação do grupo aconteceu na madrugada de 21 de janeiro de 2026, em um supermercado localizado no bairro Praia Grande, em Várzea Grande.

Na ocasião, os criminosos utilizaram uma lança térmica, equipamento industrial capaz de cortar estruturas metálicas resistentes, para abrir o compartimento de segurança de um caixa eletrônico. Apesar de o dispositivo antifurto ter sido acionado e liberar tinta sobre as notas, os suspeitos conseguiram levar aproximadamente R$ 105 mil.

A investigação identificou uma estrutura organizada, com integrantes encarregados de executar os arrombamentos, manipular equipamentos tecnológicos, recuperar as cédulas manchadas e movimentar os valores obtidos ilegalmente.

Após os furtos, o grupo responsável pela lavagem submetia as notas a procedimentos com produtos químicos e outros materiais para retirar a tinta de segurança. Depois, o dinheiro era depositado em pequenas quantias, distribuídas entre diferentes agências bancárias e contas de terceiros.

A estratégia, conhecida como smurfing, consiste em fracionar depósitos para dificultar o rastreamento da origem dos recursos e ocultar a movimentação financeira.

Os investigadores cruzaram imagens de câmeras de segurança de instituições bancárias com outros elementos reunidos durante a apuração. A análise permitiu identificar suspeitos e apontar a participação de diferentes integrantes nas etapas do esquema criminoso.

A Polícia Civil segue com as investigações para esclarecer a atuação de todos os envolvidos e aprofundar a identificação dos responsáveis pelos ataques a caixas eletrônicos.

Fonte: Esporte e Notícias