O ex-candidato ao Governo de Mato Grosso Maurício Coelho (Mobiliza) anunciou que pretende promover uma mobilização nas redes sociais para pressionar prefeitos a cancelar contratos com duas organizações sociais (OSs) que, segundo ele, estariam ligadas a um conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT). A iniciativa foi anunciada em um vídeo publicado nas redes sociais, às vésperas de uma reportagem do Fantástico, da TV Globo, sobre o escândalo de corrupção investigado na Corte.
Na gravação, Coelho afirma que divulgará um novo vídeo na noite deste domingo (08.11), após a exibição da reportagem, com orientações para que seguidores marquem os prefeitos de seus municípios nas redes sociais e cobrem o encerramento dos contratos.
Segundo o ex-candidato, a mobilização também servirá para dar aos gestores municipais a oportunidade de demonstrar que teriam sido pressionados a contratar as entidades, em vez de terem participado voluntariamente de eventuais irregularidades.
Coelho sustenta que o poder de fiscalização exercido por conselheiros do TCE-MT poderia ter sido utilizado para pressionar administrações municipais, inclusive mediante a possibilidade de suspender licitações e interferir na gestão pública.
No vídeo, ele afirma que pretende cobrar dos prefeitos uma resposta sobre a manutenção dos contratos e promover um “golpe duro” nas duas organizações sociais e no conselheiro afastado.
O ex-candidato, porém, não identifica as duas entidades, os municípios envolvidos nem o conselheiro ao qual se refere.
A manifestação ocorre após a Polícia Federal deflagrar, em 29 de outubro, a Operação Tomada de Contas, que investiga possíveis irregularidades na gestão de contratos administrativos e em pagamentos a servidores do TCE-MT.
De acordo com a PF, a investigação identificou indícios de utilização da suspensão de contratos como mecanismo de pressão sobre fornecedores, além de movimentações financeiras atípicas e possíveis irregularidades na liberação de recursos públicos.
A operação cumpriu seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão, autorizados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Veja o vídeo:
Fonte: Pnb Online





