Conselheiro da OAB-MT é investigado por importunação sexual contra advogada em Salvador | Cliquef5

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O conselheiro federal da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT), Edmar de Jesus Rodrigues, está sendo investigado pela Polícia Civil da Bahia sob a acusação de importunação sexual contra uma conselheira da seccional do estado. Conforme a presidente da entidade em Mato Grosso, Gisela Cardoso, o conselheiro pediu afastamento do cargo para prestar esclarecimentos.

O episódio teria ocorrido na noite de segunda-feira (18), durante um evento de lançamento de uma conferência da instituição realizado no Centro Histórico de Salvador. A denúncia aponta que o conselheiro teria realizado investidas insistentes, toques não consentidos e oferecido dinheiro à vítima após ser rejeitado.

De acordo com o relato da advogada à TV Bahia, o suspeito teria passado a noite fazendo comentários sobre sua aparência e insistindo para que ela consumisse bebidas alcoólicas e deixasse o local em sua companhia. Em determinado momento, o conselheiro teria tocado a perna da vítima sem permissão.

“Ele começou a dizer que eu era a mulher mais bonita da festa, que nunca tinha visto uma mulher tão bonita. Depois, passou a insistir para que eu bebesse e dizia que queria ir embora comigo”, disse a vítima, que preferiu não se identificar, em trecho da entrevista à filial da Globo no estado.

Ao decidir abandonar o evento acompanhada de uma colega, a conselheira relatou ter sido seguida pelo investigado até a área externa, onde ele teria segurado seu braço e colocado um “bolo” de dinheiro em sua mão. A vítima afirmou ter devolvido a quantia imediatamente antes de sair do local.

O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), em Salvador, que já iniciou as diligências para esclarecer as circunstâncias do ocorrido. Institucionalmente, a OAB-BA acionou seu protocolo de atendimento a vítimas de violência de gênero e encaminhou um ofício ao Conselho Federal da OAB solicitando as providências cabíveis.

A presidente da seccional de Mato Grosso, Gisela Cardoso, afirmou ter sido informada sobre a situação na manhã de quinta-feira (21) e reiterou o repúdio da entidade a qualquer forma de violência contra a mulher.

“Reitero o meu mais absoluto repúdio a toda e qualquer forma de violência contra a mulher. É um informe que eu já solicitei acesso a todos os procedimentos envolvendo este caso, inclusive a representação que já tramita no âmbito do Conselho Federal”, declaro Gisela, em vídeo publicado em suas redes sociais. Assista abaixo.

A reportagem entrou em contato com o Conselheiro Edmar de Jesus, mas até o momento não obteve respostas. O espaço segue aberto.

ASSISTA A NOTA DA OAB-MT

NOTA PJC-BA

A Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM/CMB) investiga uma denúncia de importunação sexual contra um homem, de 36 anos, ocorrida na noite de segunda-feira (18), no Centro Histórico de Salvador. De acordo com as ocorrências, o suspeito praticou atos obscenos por meio de toques sem consentimento. Diligências são realizadas para esclarecer as demais circunstâncias do caso.

NOTA OAB-BA

A OAB Bahia repudia com veemência o assédio sexual denunciado por uma de suas conselheiras contra um conselheiro federal da OAB pelo estado do Mato Grosso, reafirma sua total solidariedade à vítima e acompanha o caso por meio da Comissão da Mulher Advogada e da Procuradoria Jurídica da OAB-BA, com atuação da Procuradoria Adjunta de Gênero e Raça.

A OAB Bahia já enviou ofício ao Conselho Federal da OAB para apuração contra o conselheiro federal, solicitou a sua intervenção no inquérito como assistente da vítima e segue adotando todas as medidas que se fizerem necessárias.

A OAB-BA também já acionou o seu Protocolo de Atendimento às Advogadas Vítimas de Violência de Gênero e garante acolhimento institucional imediato e permanente à advogada. A presidenta da entidade, Daniela Borges, já conversou com a conselheira e acompanha pessoalmente o caso.

A OAB Bahia não medirá esforços para punir severamente condutas que violam a dignidade das mulheres advogadas e que são incompatíveis com o exercício da advocacia.

Mais que uma violação à etica profissional, o assédio é um crime que não pode ser tolerado.

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Fonte: Click F5