MP pede condenação de Emanuel, Riva e Bosaipo por esquema com empresas fantasmas 

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu à Justiça a condenação do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro e dos ex-presidentes da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), José Geraldo Riva e Humberto Melo Bosaipo, por envolvimento em um esquema de desvio de dinheiro público por meio de empresas fantasmas no parlamento estadual.

De acordo com o Ministério Público, o grupo utilizava uma engrenagem financeira para dar aparência de legalidade à retirada de recursos da Assembleia. O mecanismo consistia na emissão de cheques em nome de empresas que não existiam ou estavam inativas, simulando pagamentos por serviços que nunca foram prestados.

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Esses cheques eram levados a uma empresa de factoring, onde eram negociados como se fossem operações legítimas de fomento mercantil. Com isso, o dinheiro era liberado antecipadamente e sacado, muitas vezes diretamente na boca do caixa, mediante autorização de gestores públicos.

As investigações ganharam força após a identificação de uma movimentação financeira considerada atípica entre a Assembleia Legislativa e a empresa Confiança Factoring. Segundo o Ministério Público, foram constatados cheques sacados contra a conta do parlamento estadual que somam R$ 65.278.749,36, o que levou o órgão a pedir à Justiça a quebra do sigilo bancário para aprofundar a apuração.

A análise dos dados bancários revelou operações realizadas em nome de empresas que não tinham atividade ou sequer existiam, utilizadas apenas para justificar a emissão dos cheques. Em um dos casos detalhados na ação, a negociação envolveu valores de R$ 486.955,00, sem qualquer comprovação de licitação ou prestação de serviços.

Ainda conforme o Ministério Público, parte dos recursos desviados era utilizada para pagamento de despesas pessoais, políticas e de terceiros ligados ao grupo. Depoimentos e documentos indicam que havia divisão de tarefas entre os envolvidos, desde a emissão dos cheques até a indicação de beneficiários e saque dos valores.



Fonte:Estadão MT