
ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
O deputado federal Fábio Garcia (União Brasil) exonerou hoje (22) o secretário parlamentar Marcos Roberto Alves Dantas. O desligamento ocorreu após o servidor ser identificado como o alvo de uma operação conjunta da Polícia Civil e da Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, que investiga o exercício ilegal da profissão de terapeuta ocupacional no bairro Altos do Coxipó, na capital.
As investigações apontam que Marcos não possui formação acadêmica compatível e nem registro profissional junto ao Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) para desempenhar a atividade.
Marcos Roberto realizava os atendimentos em uma clínica improvisada montada em uma estrutura residencial. Durante a fiscalização na última quinta-feira (18), as autoridades constataram que o local não possuía alvará sanitário e carecia de estrutura adequada para o atendimento especializado de pacientes, especialmente crianças.
No decorrer da ação policial, foram apreendidos prontuários e documentos, incluindo uma nota fiscal de prestação de serviços no valor de R$ 15.360. A Polícia Civil também investiga a suspeita de que parte dos pacientes atendidos na estrutura clandestina recebia o tratamento custeado pelo Poder Público por meio de decisões judiciais.
Marcos Roberto Alves Dantas ocupava o cargo em comissão de secretário parlamentar na Câmara dos Deputados desde o maio de 2023. Em nota oficial enviada à reportagem, o gabinete do deputado Fábio Garcia confirmou a demissão do funcionário e ressaltou que as condutas investigadas possuem caráter estritamente pessoal, sem qualquer vínculo com as funções exercidas no mandato do parlamentar mato-grossense.
Confira a nota na íntegra:
O gabinete do deputado federal Fábio Garcia esclarece que Marcos Roberto Alves Dantas foi exonerado do cargo de forma imediata, assim que o gabinete tomou conhecimento das acusações que recaem sobre ele.
As condutas que são objeto de apuração pela Polícia Civil de Mato Grosso não eram de conhecimento do parlamentar e referem-se a atividades de caráter estritamente pessoal, sem qualquer relação com as funções exercidas no gabinete. O parlamentar defende ainda que todos os atos sejam investigados e que as autoridades adotem as medidas cabíveis, nos termos da lei.
Fonte: Repórter MT




