Um novo desdobramento no caso da morte de Maria Eduarda Rodrigues, de 21 anos, em Limeira (SP), aponta para a possível ocultação de provas.
Um colaborador da empresa Entre Cordas, em documento enviado às autoridades, indicou nomes de colegas que teriam retirado a câmera GoPro do corpo da jovem após a queda fatal de 40 metros na Ponte do Esqueleto.
No relato, o investigado João da Silva afirma acreditar que o equipamento foi levado para o topo da ponte por outros integrantes da equipe.
Ele cita nominalmente três pessoas que estariam na base da estrutura e que teriam subido rapidamente após o acidente, sugerindo que a câmera possa ter sido escondida em mochilas ou veículos.
“Nomes que eu acredito ter levado a câmera para cima da ponte: Kauê porque desceu muito rápido, não sabia fazer massagem cardíaca e ficou sozinho com a Maria Eduarda. Gustavinho porque ele estava embaixo e a Evelini pediu para ele subir para a parte de cima da ponte por radio”, diz o suspeito em carta.
A CNN Brasil tenta contato com a defesa dos citados para um posicionamento sobre as afirmações do suspeito.
Investigação
A Polícia Civil e a Justiça já investigavam o desaparecimento do dispositivo como indício de fraude processual.
Os advogados Vitor Aurélio e Ana Flavia de Almeida Foguel, que atuam na defesa de João da Silva, protestaram contra o pedido de prisão contra João da Silva.
“A delegada apontou homicídio para todos os suspeitos para garantir a prisão preventiva. Caso fosse fraude processual, a medida não seria cabível”, afirmou um dos advogados.
Testemunhas presenciais confirmaram ter visto um funcionário manusear o corpo para remover a câmera antes da chegada do socorro.
O equipamento continha as imagens do salto e é considerado peça-chave para confirmar a negligência, visto que a vítima foi lançada sem a corda de segurança acoplada.
Até o momento, seis pessoas foram presas por envolvimento no homicídio, investigado sob a modalidade de dolo eventual. As buscas pela câmera continuam, enquanto a polícia analisa as novas acusações de obstrução.
Relembre o caso
Segundo as investigações, a jovem contratou a empresa Entre Cordas para realizar a atividade esportiva, mas foi lançada pelos funcionários de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar presa aos equipamentos de segurança.
Em depoimento à polícia, o trio não conseguiu explicar como ocorreu a falha. A Justiça de São Paulo classificou o caso como negligência e converteu as prisões deles em preventivas.
Fonte: Cnn Brasil




