PF mira suspeito de armazenar mais de 1,5 mil arquivos de abuso sexual infantil  | Cliquef5

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A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (1º de julho), a Operação Ártemis VIII na cidade de Santo Estevão, na Bahia. O objetivo central da ação é reprimir crimes de aquisição, armazenamento e compartilhamento de material de abuso sexual infantojuvenil na internet, condutas tipificadas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O mandado de busca e apreensão cumprido em solo baiano foi expedido pela Justiça Federal de Barra do Garças (MT). A partir dos materiais que foram recolhidos, a perícia técnica avaliará a extensão dos crimes para a apuração de outras possíveis infrações penais.

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O volume das apreensões

Até o momento, o cruzamento de dados e o monitoramento cibernético revelaram um volume expressivo de conteúdos ilícitos vinculados ao suspeito:

  • Total identificado: 1.518 arquivos digitais (entre fotos e vídeos).

  • Meios utilizados: Compartilhamento ativo em redes sociais e custódia de dados em provedores de armazenamento em nuvem.

O material coletado nesta nova fase passará por análise forense para identificar a origem dos arquivos e mapear possíveis redes de distribuição de conteúdo correlato.

Mudança de nomenclatura e conscientização

Embora o ECA ainda traga textualmente o termo “pornografia” em seu escopo legal, a Polícia Federal e os principais tratados internacionais adotam prioritariamente os termos “abuso sexual de crianças e adolescentes” ou “violência sexual contra crianças e adolescentes”. A mudança de jargão visa dar a real dimensão e gravidade do crime, tratando o ecossistema digital não como mero depósito de arquivos, mas como uma extensão da violência física às vítimas.

Alerta aos responsáveis: A PF reforça que o diálogo aberto e o monitoramento preventivo da rotina digital de crianças e adolescentes são as ferramentas mais eficazes para mitigar os riscos de aliciamento e exposição no ambiente virtual.

O cerco da PF 

A deflagração da Operação Ártemis VIII reflete uma engrenagem permanente da PF contra crimes cibernéticos de violência infantil, que ganhou forte tração no último trimestre em todo o país:

  • Abril de 2026 (Operação Proteção Integral IV): Uma das maiores mobilizações do ano. Sob coordenação da PF e em parceria com polícias civis de 26 estados e do DF (além do apoio de forças de 15 países), a megaoperação cumpriu 159 mandados de busca e resultou em 44 prisões em flagrante.

  • Maio de 2026 (Operações Mujaki e Conteúdo Proibido): A PF desarticulou núcleos de produção e compartilhamento em São Paulo, Guarulhos, Maranhão e Minas Gerais. Em uma das frentes (Operação Élpis 13), focada no interior paulista, suspeitos foram detidos por gerenciar repositórios digitais idênticos aos investigados na Bahia.

  • Junho de 2026 (Operações Sombra Paterna e Rescue): Poucos dias antes da ação em Santo Estevão, a PF realizou prisões em flagrante no Rio Grande do Norte (Operação Sombra Paterna) e cumpriu mandados sucessivos na Paraíba (Operações Rescue 24 e 25), interceptando a distribuição de mídias criminosas em servidores de nuvem de grande escala.



Fonte: Click F5