O telefone fixo convencional está cada vez mais raro nos lares de Mato Grosso, enquanto cresce o número de domicílios com televisão sem acesso a canais abertos ou fechados. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (02.07) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na PNAD Contínua: Acesso à Internet e à Televisão e Posse de Telefone Móvel Celular para Uso Pessoal 2025.
No estado, 1,374 milhão de domicílios tinham algum tipo de telefone em 2025, praticamente a totalidade dos 1,39 milhão de lares estimados pelo IBGE. Desses, apenas 28 mil ainda possuíam telefone fixo convencional, número que representa queda de 87% em relação a 2016, quando eram 211 mil domicílios. Em contrapartida, 1,373 milhão de residências contavam com telefone móvel celular.
O movimento acompanha a tendência nacional. Em todo o país, os domicílios com telefone fixo caíram de 21,8 milhões em 2016 para 4,7 milhões em 2025. Já os lares com telefone celular passaram de 62,2 milhões para 77,9 milhões no mesmo período.
A mudança também aparece na forma como os brasileiros acessam conteúdos pela televisão. Em Mato Grosso, 191 mil domicílios com TV não acessavam mais canais abertos nem fechados em 2025. Em 2022, esse contingente era de 92 mil residências, o que significa que mais que dobrou em três anos.
Ao mesmo tempo, o acesso aos canais abertos permaneceu praticamente estável. O estado contabilizou 990 mil domicílios com televisão recebendo canais abertos em 2025, ante 995 mil em 2022. Já o acesso aos canais fechados mudou pouco, passando de 305 mil para 307 mil domicílios no mesmo período.
No Brasil, o fenômeno também ganhou força. O número de domicílios com televisão que não acessavam canais abertos nem fechados aumentou de 3,3 milhões, em 2022, para 6,5 milhões em 2025, praticamente o dobro. Enquanto isso, os lares com acesso à televisão aberta ficaram em torno de 66 milhões, e aqueles com canais fechados recuaram de 20,2 milhões para 18,5 milhões.
Os dados fazem parte da PNAD Contínua 2025. A pesquisa investiga anualmente como os brasileiros utilizam tecnologias de informação e comunicação, permitindo acompanhar mudanças nos hábitos de consumo e na infraestrutura disponível nos domicílios.
Fonte: Pnb Online




