
Rondonópolis, Santa Rita do Trivelato e Santo Antônio do Leste lideram o ranking estadual de oportunidades, em Mato Grosso, com índices maiores que o da própria Capital. Em contrapartida, Apiacás, Castanheira e Chapada dos Guimarães têm as menores taxas. É o que revela o Índice de Progresso Social (IPS) Brasil 2026, divulgado neste mês, que aponta diferenças significativas quando o assunto é acesso a oportunidades para desenvolvimento social e crescimento individual.
O indicador de oportunidades avalia se existem condições estruturais capazes de impulsionar o progresso social dos cidadãos. Entre os fatores analisados estão direitos individuais, liberdade de escolha, inclusão social e acesso ao ensino superior. O estudo destaca que municípios mais populosos tendem a apresentar melhores resultados, concentrando maior oferta de serviços, instituições e estruturas que favorecem o desenvolvimento da população.
Gerado por Manus AI
Rondonópolis lidera o ranking mato-grossense de oportunidades, com 55,47 pontos, seguida por Santa Rita do Trivelato, Santo Antônio do Leste, São José do Povo e Primavera do Leste.
Na outra ponta do ranking aparecem General Carneiro (34,55), Araguaiana e Canabrava do Norte, que registraram os menores índices do estado.
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Direitos individuais
Um dos componentes é o indicador de Direitos Individuais, que considera fatores como acesso a programas de direitos humanos, existência de ações voltadas a minorias, atendimento à demanda judicial e eficiência na tramitação de processos familiares e previdenciários.
Nesse quesito, Rondonópolis também lidera o ranking estadual, com 67,63 pontos. Água Boa aparece na segunda posição, com 53,83, seguida por Poconé, com 52,92.
Os menores resultados foram registrados em Itanhangá (15,82), Glória D’Oeste (16,02) e Salto do Céu (16,11), indicando maiores desafios relacionados ao acesso e efetividade dos direitos individuais.
Liberdade de escolha
O IPS também mede a liberdade individual e de escolha, avaliando indicadores como acesso à cultura, esporte e lazer, gravidez na adolescência, vulnerabilidade das famílias cadastradas em programas sociais e disponibilidade de praças e parques urbanos.
Campo Verde, Rondonópolis, Nova Canaã do Norte e Nova Ubiratã registraram os melhores desempenhos do estado, todos com pontuações superiores a 60.
Já Campinápolis, Nova Nazaré, General Carneiro e Gaúcha do Norte obtiveram os menores resultados, todos abaixo de 40 pontos.
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Inclusão social
A inclusão social é outro aspecto analisado pela pesquisa e considera fatores como representação de gênero e raça nas câmaras municipais, situação de rua e índices de violência contra indígenas, mulheres e população negra.
Os melhores resultados foram registrados em Acorizal (95,60), Pontal do Araguaia (95,43) e Glória D’Oeste (92,87), demonstrando elevado desempenho nos indicadores avaliados.
Por outro lado, Lucas do Rio Verde apresentou a menor pontuação do estado, com 31,61 pontos. Em seguida aparecem Araguaiana (33,28) e Chapada dos Guimarães (39,20).
Educação superior
Nesse componente são considerados o percentual de trabalhadores com ensino superior, a participação de mulheres empregadas com nível superior e a nota mediana do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A média nacional desse indicador foi de 45,97 pontos. O estudo aponta que municípios maiores e capitais tendem a apresentar melhores resultados, enquanto cidades das regiões Norte e Nordeste concentram os índices mais baixos.
Em Mato Grosso, Cuiabá lidera o ranking estadual com 69,44 pontos, seguida por Primavera do Leste (65,59) e Nova Marilândia (65,36).
Os cinco melhores desempenhos são:
Cuiabá – 69,44
Primavera do Leste – 65,59
Nova Marilândia – 65,36
Campos de Júlio – 58,38
Sapezal – 57,37
Já os menores índices foram registrados em municípios de menor porte e com menor inserção de profissionais com formação superior no mercado de trabalho.
Os cinco piores desempenhos são:
Santa Terezinha – 17,11
Jangada – 17,27
Acorizal – 17,27
Barão de Melgaço – 19,08
Rosário Oeste – 19,11
De acordo com o IPS Brasil 2026, municípios com melhores condições de acesso à educação superior tendem a apresentar resultados mais elevados na dimensão Oportunidades, reforçando a relação entre qualificação educacional, inclusão social e desenvolvimento humano.
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Fonte: RD News




