
KARINE ARRUDA
VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTER MT
O caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, que confessou ter matado o advogado Renato Nery em 5 de julho de 2024, vai a júri popular nesta quarta-feira (15), às 9h, no Fórum de Cuiabá. Ele é o primeiro dos réus a ser julgado pelo assassinato do ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).
Conforme noticiado anteriormente pelo , a decisão é do juiz Marcos Faleiros da Silva, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, que encerrou a fase de preparação do processo. De acordo com a decisão, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) arrolou cinco testemunhas para serem ouvidas em plenário e solicitou a disponibilização dos objetos apreendidos relacionados ao crime, a entrega de cópia digital dos autos aos jurados e a exibição dos depoimentos gravados durante a instrução processual.
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A Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPMT) concordou com a oitiva das testemunhas e pediu a disponibilização de equipamentos para reprodução das mídias do processo, além da gravação integral dos debates em plenário.
O magistrado autorizou a oitiva das testemunhas, o uso dos recursos audiovisuais disponíveis no plenário e determinou que os objetos apreendidos permaneçam à disposição durante o julgamento, com exceção de eventual arma de fogo, conforme norma da Corregedoria-Geral da Justiça. Também determinou que as partes apresentem os antecedentes criminais do acusado dentro do prazo legal.
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Já o pedido de gravação oficial dos debates foi negado. Segundo o juiz, não há previsão legal para o procedimento e o Judiciário não dispõe de estrutura para armazenar gravações de longa duração. A defesa, no entanto, poderá gravar a sessão com meios próprios, desde que preserve o sigilo dos jurados.
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O crime
As investigações da Polícia Civil apontaram que Alex Roberto de Queiroz Silva foi contratado para matar o advogado Renato Nery, de 72 anos, mediante a promessa de pagamento de R$ 215 mil. O crime ocorreu na manhã de 5 de julho de 2024, em frente ao escritório da vítima, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.
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Renato foi atingido por sete disparos, chegou a ser socorrido, mas morreu na madrugada do dia seguinte. Conforme as investigações, o homicídio teria sido encomendado pelos empresários Julinere Goulart Bentos e Cesar Jorge Sechi em razão de uma disputa judicial envolvendo uma área de mais de 12 mil hectares no município de Novo São Joaquim, avaliada em mais de R$ 30 milhões.
Fonte: Repórter MT




