
Um homem de 46 anos foi preso em flagrante pela Polícia Civil e pela Polícia Militar sob a acusação de perseguir e importunar sexualmente uma jovem de 20 anos. O caso ocorreu em São Pedro da Cipa, (a 129 km de Primavera do Leste). Sem qualquer vínculo afetivo ou profissional anterior, o suspeito insistia em frequentar o local de trabalho da vítima, alegando ter recebido uma “revelação divina” de que ela seria sua companheira de vida.
De acordo com o Núcleo de Defesa da Mulher da Polícia Civil, a perseguição já se estendia por cerca de dois meses. Mesmo após ser rejeitado enfaticamente pela jovem e advertido por familiares dela, o homem continuou a cercá-la no expediente e nos horários de saída. Nos episódios mais recentes, ele passou a proferir insultos e falas de cunho sexual, gerando pânico e um forte sentimento de insegurança na vítima. Diante do medo constante, ela denunciou o caso, resultando na captura do agressor logo após o último ataque. A polícia agora investiga a existência de outras possíveis vítimas na região que tenham sofrido abordagens semelhantes.
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O reflexo de uma epidemia silenciosa
Casos como o de São Pedro da Cipa evidenciam a persistência e a gravidade do crime de stalking (perseguição) no Brasil, onde agressores constroem narrativas fantasiosas para justificar o cerceamento da liberdade de suas vítimas.
Apenas nos últimos três meses, episódios semelhantes ganharam repercussão nacional e reforçaram o debate sobre a segurança de mulheres em seus cotidianos:
Perseguição persistente no ambiente de trabalho: Em maio de 2026, um homem foi preso na Zona Sul de Teresina (PI) após perseguir e ameaçar uma ex-colega de trabalho por quase uma década. Assim como no caso de Mato Grosso, o ambiente de trabalho foi o principal palco das abordagens e, apesar de a vítima ter registrado 24 boletins de ocorrência ao longo dos anos, o agressor só foi detido em definitivo após intensificar as ameaças de morte.
Fixação por figuras públicas: No início de 2026, o crime também afetou o meio artístico com a prisão preventiva de um homem em Campo Limpo Paulista (SP), acusado de stalking contra a atriz Daniele Suzuki. O suspeito enviava mensagens sistemáticas com ameaças de morte direcionadas à atriz e a seus familiares, alegando de forma delirante na delegacia que mantinha um relacionamento afetivo com ela.
O crime de perseguição, previsto no artigo 147-A do Código Penal brasileiro desde 2021, prevê pena de reclusão e multas. As autoridades reforçam que denúncias precoces junto aos canais de proteção e delegacias da mulher são fundamentais para interromper o ciclo de isolamento e medo imposto pelos agressores.
Fonte: Click F5




