O Ministério Público do Paraná (MPPR) denunciou, nesta quarta-feira (22), o homem de 31 anos flagrado por câmeras de segurança chutando o rosto da própria filha, de 3 anos, em Francisco Beltrão, no sudoeste do estado. O homem foi denunciado por tortura na modalidade castigo e por dois crimes de lesão corporal qualificada, no contexto de violência doméstica e familiar, praticados contra os próprios filhos, de 3 e 5 anos.
Segundo o documento, além da situação registrada pelas câmeras de segurança da violência na via pública, em momentos de junho e julho deste ano, na residência da família, o homem teria obrigado os filhos a permanecerem ajoelhados sobre tampinhas de garrafa PET e grãos de pipoca e feijão, com o objetivo de provocar intenso sofrimento físico e mental.
Outro fato denunciado aconteceu também em julho, na residência da família, quando o acusado teria agredido o filho de 5 anos com um pedaço de madeira, atingindo o rosto da criança e causando lesões corporais.
A Promotoria de Justiça pede pela manutenção da prisão preventiva do acusado, que permanece na 19ª Subdivisão Policial de Francisco Beltrão.
No dia 13 de julho, a Polícia Civil havia indiciado o homem pelo crime de lesão corporal em contexto de violência doméstica e tortura.
Em depoimento policial, ele confirmou a agressão e alegou que agiu motivado pelo choro e gritos da criança. O suspeito segue preso preventivamente.
Segundo a autoridade policial, o indiciamento dele também tem relação com outros dois episódios de violência envolvendo os filhos.
Durante as investigações, avaliações psicológicas, provas testemunhais, além das imagens de câmera de segurança, comprovaram agressões recorrentes praticados contra as crianças.
Veja o momento da violência registrada pelas câmeras de segurança:
Detalhes da agressão filmada
O caso ganhou repercussão nacional após imagens de câmeras de monitoramento mostrarem o homem caminhando com duas crianças e desferindo um chute contra o rosto da menina, que cai no chão.
Em depoimento, o agressor confirmou a agressão e alegou que agiu motivado pelo choro e gritos da filha, embora tenha declarado não se lembrar de todos os detalhes do ocorrido.
Na ocasião, um pedestre chegou a questionar a atitude do pai, mas foi confrontado por ele.
Medidas de proteção e perícia
A menina de 3 anos foi submetida a exame de lesão corporal, e a polícia aguarda a conclusão do laudo pericial. O Conselho Tutelar acompanha o caso para garantir a segurança das crianças.
Paralelamente, a Justiça deferiu medidas protetivas de urgência em favor da mãe, das crianças e de outros familiares envolvidos.
O inquérito busca agora reconstituir todo o trajeto do suspeito no dia do crime por meio de novas imagens de monitoramento.
*Sob supervisão de AR.
Fonte: Cnn Brasil




