Polícia Civil mira lavagem de dinheiro e descobre comando do crime de dentro da prisão | Cliquef5

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Foto-Reprodução-Web

Uma nova ofensiva da Polícia Civil de Mato Grosso contra o crime organizado e a lavagem de dinheiro resultou na prisão de alvos estratégicos no estado e em outras duas unidades da federação. A Operação Replay, deflagrada nesta quinta-feira (30) pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), cumpriu 10 mandados de prisão preventiva e diversas ordens de busca e apreensão.

Entre os detidos estão a advogada e influenciadora digital Dayana Karol Moreira, o jogador de futebol amador Alex Júnior (“Soldado”) e Brunno Passos da Silva (“Brunninho”). Brunno atua como assessor parlamentar no gabinete do vereador Jefferson Siqueira (PSD), na Câmara Municipal de Cuiabá (a 237 Km de Primavera do Leste), nomeado no início do ano.

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Comando mantido de dentro do presídio

O principal alvo da operação é Paulo Winter Paelo Farias, o “WT”, apontado pelas forças de segurança como o tesoureiro e liderança de uma grande facção criminosa em Mato Grosso. Mesmo recolhido em um raio de segurança máxima do sistema prisional estadual, WT continuava dando ordens disciplinares e orientando a movimentação financeira do grupo criminoso.

WT é dono do time de futebol amador Amigos WT, local em que os investigados Brunno Passos e Alex Júnior atuavam.

Estrutura em três estados e sequestro de bens

Ao todo, 14 pessoas são investigadas na ação, que cumpre ordens judiciais em Cuiabá, Várzea Grande, Balneário Camboriú (SC), Itapema (SC) e no Rio de Janeiro (RJ).

A Justiça determinou a indisponibilidade de bens avaliados em R$ 17,2 milhões — incluindo residências de alto padrão, veículos e terrenos —, além do bloqueio financeiro de até R$ 15,3 milhões referente à contabilidade das movimentações ilícitas identificadas.

O desdobramento das operações em MT

O nome “Replay” faz referência direta à repetição das condutas criminosas e à capacidade do grupo de se reorganizar mesmo após sucessivas fases policiais. A investigação atual é um desdobramento direto de um cerco policial montado nos últimos dois anos:

  • Operação Apito Final (2024): Responsável pela primeira prisão de WT. Foi a investigação inicial que desarticulou o braço financeiro do grupo focado no uso do esporte amador para lavagem de capitais.

  • Operações Fair Play e Tempo Extra: Fases intermediárias que aprofundaram a análise de dados telemáticos e relatórios de inteligência financeira, comprovando o uso de “laranjas” sem capacidade financeira para ocultação de patrimônio.

  • Ofensiva Contínua no Estado: A Operação Replay se soma a outras ações recentes da Polícia Civil no combate às facções e ao tráfico de drogas em Mato Grosso — como a Operação Asfixia, deflagrada na semana anterior no interior do estado —, demonstrando o foco das forças de segurança em sufocar a base econômica do crime organizado.



Fonte: Click F5