
Foto-Reprodução-Web
Análises periciais extraídas do celular do vereador Túlio César (Republicanos) indicam um vínculo próximo entre o parlamentar e José Geraldo da Silva, conhecido como “Padrinho”, apontado como liderança do Comando Vermelho em Poxoréu (a 45 Km de Primavera do Leste). Segundo as investigações, Padrinho atraiu Lavignia Gabrielly Guimarães Coutinho, de 20 anos, para uma emboscada em uma casa noturna às margens da MT-130. Ambos estão presos pelo envolvimento no homicídio da jovem, executada com disparos à queima-roupa.
Os levantamentos apontam uma relação de extrema confiança entre os investigados, a ponto de o parlamentar ser chamado de “padrinho” nas conversas. Para a Polícia Civil, esse nível de proximidade e apelidos afetivos demonstram a forte aliança entre as partes.
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A extração de dados revelou que o vereador e a liderança do grupo criminoso tinham ciência do planejamento e da execução do assassinato. Imediatamente após o crime, diversas mensagens trocadas durante o ato foram apagadas. Contudo, os investigadores identificaram um diálogo registrado horas depois no qual a dupla combinava abertamente um álibi: eles simularam ter passado a noite ajudando um amigo com problemas na rua e forjaram uma transação financeira simulada.
Imagens de câmeras de segurança flagraram o veículo do vereador na mesma via onde o autor dos disparos foi visto pela última vez. Em seguida, o automóvel do parlamentar deixou a cidade durante a madrugada, retornando pouco tempo depois. Em depoimento, o vereador alegou que dormia em sua residência no horário do crime, mas não apresentou comprovações da afirmação.
A ordem para matar Lavignia partiu de Aldo Rodrigues de Sousa, o “D40”, chefe do Comando Vermelho na região, atualmente detido no Presídio da Mata Grande. A facção suspeitava que a vítima repassava informações sigilosas à Polícia Militar. A aproximação de Lavignia com o batalhão local ocorria porque sua mãe prestava serviços no local.
Para a polícia, fica evidente que o vereador participou do crime desde a etapa de planejamento, atuando no suporte à fuga do executor, enquanto Padrinho foi encarregado de atrair a jovem ao local. O caso segue sob investigação sob sigilo de Justiça.
Operação Elo Oculto e Prisão Preventiva: O vereador Túlio César havia assumido a vaga na Câmara de Poxoréu em junho. Ele virou alvo inicial da Operação Elo Oculto e chegou a ter a prisão temporária decretada. Com o avanço das apurações, a Justiça decretou sua prisão preventiva na terceira fase da Operação Véu de Ísis, quando ele voltou a ser detido pela Polícia Civil.
Indiciamento Concluído pela Polícia Civil: Em agosto, a Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) concluiu o inquérito e indiciou formalmente o vereador e a liderança da facção criminosa por homicídio qualificado (por motivo torpe e recurso que dificultou a defesa da vítima) e por integração em organização criminosa.
Participação de Terceiros e Monitoramento: O inquérito apontou que a ação foi minuciosamente dividida entre monitorar a vítima, repassar sua localização em tempo real, executar os disparos e dar fuga ao atirador. A perícia também constatou que Lavignia foi atingida por ao menos cinco tiros. Uma adolescente que acompanhava a vítima no dia do crime também é investigada por suspeita de conhecimento prévio do plano e ligação com os criminosos.
Fonte: Click F5





